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segunda-feira, 11 de março de 2013

Behold: Quarter Life Crisis

Bem sei que não tenho posto aqui os pés ultimamente, e até que é estranho porque não ando fisicamente ocupada ou a morrer pelos cantos devido à faculdade. Mas a questão é que sim, estou ocupada, estou a morrer: mentalmente. 

Cheguei ao ponto da minha vida em que me questiono sobre todas as rotas possíveis a tomar por um futuro feliz. E é normal - 21 anos, ainda agora estou a ter o sabor do mundo dos adultos...mas não gosto por onde estou a caminhar. É aquilo a que alguém chamou "Quarter Life Crisis" (youtube it.). 
Sempre pensei que, ao entrar em psicologia, that would be it. Fiquei empolgada com a ideia de ser psicóloga, e seguir psicologia forense, woah, lindo, perfeito. Mas não. Vim a perceber que não.
E porque não? Porque de trás vem o bicho do teatro, o bicho do cinema, das histórias, realização, edição de imagem e filme e 30 por uma linha de artes. Vim a perceber que desde o meio do 10º ano que não me sinto tão atraída por ciências (visto que foi esse o agrupamento que segui). Aliás, o problema nem é esse, o problema é que eu acho tudo interessante. Ciências, História, Psicologia, Arte, Línguas. Sou uma daquelas pessoas que adora tudo. No entanto, quando realmente paro para pensar "Mas o que é que eu me vejo a fazer no futuro?", eu não sei. Acho que um trabalho rígido, formato escritório-9-às-5, não é algo que me veja a fazer. Mas poucas são as pessoas que se escapam desta rotina. Por exemplo, antes de ontem ouvi a Simone de Oliveira na T.V., a senhora estava a falar sobre como às vezes trabalha 12h por dia, nas gravações. Mas ela parecia tão feliz. E agora penso: bem, se estivesse a fazer algo que adoro, provavelmente também me sentiria assim.
Mas, back to the point, vim a perceber que sempre, lá no fundo, esperei que algo viesse e tirasse o protagonismo à psicologia. Tipo, entrar num filme, tipo, escrever um livro, tipo viajar, tipo. 

O problema é que nunca tive um sonho bem definido. Porque nunca me permiti. Porquê? Porque tenho medo de tomar as decisões erradas, porque nunca me encorajaram, porque os meus sonhos provavelmente são estúpidos, porque provavelmente vou falhar. Porque sofro de ansiedade e a minha auto-estima está ao nível da subcave. E não tenho pessoas que me apoiem. Os meus pais ora me dizem que sou louca, ora não querem saber. Os meus grupos de amigos, esses olham de lado, fazem piadas, etc. Só devem existir 4 pessoas que me dizem "go for it". And that's not very reassuring. Até consigo ouvir os pensamentos hipotéticos de certas pessoas "Ela só diz isto porque de repente ficou obcecada com x e y, isto passa-lhe." ou "Ela há-de ter visto algo na internet e passou-se, isto passa-lhe." ou só "isto passa-lhe". Bom, fuck you too. As pessoas não percebem que as obsessões, em mim, só despertam o que já lá estava, porque para eu ficar vidrada em algo é preciso que eu sinta uma qualquer ligação.

Portanto, não sei o que fazer. Só sei que estou farta. Sinto-me incomodada, desconfortável, pronta para outra. Continuo a adorar psicologia. Mas o bicho está lá. E não sai. E, I swear to the high heavens, que se me tentarem ajudar com conselhos batidos, forem condescendentes, me chamarem tola ou tentarem de alguma forma comentar sobre a minha indecisão com superioridade, eu vou bater em alguém. E desengane-se quem pense que isto é um pedido de ajuda, isto sou apenas eu a descarregar pensamentos na internet. Se eu quisesse ajuda, não seria na Internet que a procuraria. Aliás, eu até já resolvi 60% da questão na minha mente. No entanto, isto é necessário para mim.

P.S.:E se eu escrever opiniões para todos os livros que ler este ano?
P.P.S.: Agora tenho youtube, e tenho um video novo a sair...eventualmente, quando o editar.(youtube.com/nessiepresso)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Balanço 2012

Ou: Vamos ver o que resta das minhas resoluções para o ano que passou!


  1. Tirar a Carta
  2. Fazer exercício e comer melhor
  3. Dar o meu máximo 
  4. Ler mais e comprar mais livros
  5. Dizer o que realmente penso, sempre educadamente
  6. Escrever, desenhar, editar mais
  7. Viajar
  8. Ir a 2 ou mais concertos 
  9. Comprar mais CD's
  10. Fazer a minha tatuagem 
  11. Ser melhor nas minhas relações interpessoais
  12. Remodelar o meu quarto 
Ora bem:
1- Ainda não foi desta. Cheguei à horrível conclusão que tirar a carta implicaria  um gasto parvo de dinheiro que simplesmente não tenho. E não quero pagar aos poucos...está complicado.
2- Durou meio ano, mas realizei! Depois decidi que não queria desembolsar dinheiro no ginásio...pois.
3- I guess I did my best.
4- Check!
5- Errrh...pois.
6- Participei no NaNoWriMo, por isso...
7- Fui acampar para a Ericeira e vou de Passagem d'Ano para Viseu, conta?
8- Fui só a 2 mesmo, porque o Alive não puxou por mim o suficiente, o RiR era caro, o SW não é a minha onda e torci o pé 2 dias antes do concerto dos Fun. Mas gostei muito dos WTK, dos Simple Plan, dos TAAR e dos Blink-182
9- Turns out...que só comprei 1 CD. Oops. Mas em minha defesa, é porque encomendar coisas online sai carote.
10- Parece que ando sempre desencontrada com a minha vontade de fazer tatuagens!
11- Errr...pois. Parte 2.
12- Check.

E pronto! 2012 Não foi um total waste of my time, acho.
Em breve...as ilusões para 2013!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Domingos? Odeio.

 Um post bem à moda da menina Calipso: hoje decidi vir queixar-me do meu dia de trabalho.
 Acorda V Maria às 6 da manhã, bem fresquinha, pela noite. Lá vai ela, muito rápido, monte abaixo, até à estação porque a zona é perigosa - sim porque ao Domingo de manhã os condutores da LT/Vimeca são muito religiosos e só trabalham depois das 8 da manhã!!
 Chegando à estação, eis que....não há nem um assento de comboio perdido, nada, nickles, zippity, tudo suprimido da Silva! Ligo a um colega, nada. Ligo à chefe, nada. (Passam 5 minutos) Falo com colega por sms para dizer à chefe para me ligar mas a chefe continua inatingível. Acordo os meus pais com uma chamada, porque não me lembrava que mais podia fazer - eis que a minha querida mãe diz para eu ir para casa porque não me consegue levar à Amadora por ser tão cedo! Vai V Maria escalar o monte até casa.
 Quando finalmente consigo falar com a minha chefe levo por tabela porque blá blá blá x não dá conta da abertura. Mas, ahm, desculpa? Metem uma pessoa a fazer abertura que não dá conta? Como é possível visto já ter feito tantas como eu? 
 Passado uma hora, volta V Maria à estação - devo ter queimado algumas calorias a andar para trás e para a frente a manhã toda! - e apanha um comboio que ainda por cima implicava apanhar o metro a seguir, coisa que normalmente não necessito.
 Chego à loja quase 2 horas atrasada. Resultado? Ninguém me dá abébias e tenho de trabalhar mais hora e meia, embora me devam meia hora! 
 O dia passa, com coisas a cairem-me das mãos, com gente estranha, comigo a fazer trinta por uma linha. E chega o mendigo mais descarado do mundo que passa por mim três vezes e só com força sobrehumana é que o consigo ignorar. E chega a colega nova que é mais lentinha que sabe deus o quê (força de expressão, não me venham com religião) e eu, já pelos cabelos, lá tenho de invocar a minha força sobrehumana para me aguentar!
 E quando deu a minha hora fui a pessoa mais feliz do planeta. Assim terminam as aventuras de V Maria, esta semana!

sábado, 8 de dezembro de 2012

"Ó Meu Deus, és o anti-cristo!"

 Ontem conheci uma rapariga, nova no meu local de trabalho, e que anda a tirar Psicologia, como eu. Conversa puxa conversa e eu digo que a)odeio crianças e b) vou seguir criminal.
 Completamente convencida da impossibilidade de odiar crianças ela vira-se e diz: Então mas e aqueles homens que violam as crianças? Como é que tu podes...estás de acordo com isso é!? (Ou algo para este efeito, porque, convenhamos, tenho memória horrível para estas coisas). Woah, woah, woah! Amiga, eu disse que odeio crianças, nunca disse "espero que elas morram uma morte excruciante ou que sejam todas violadas daqui até Faro." !!
 Também odeio feijões mas nunca disse que queria que fossem irradicados. Também odeio o Justin Bieber mas nunca disse que ele devia sofrer por isso. E também odeio muitas outras coisas. Não sou obrigada a gostar de criaturazinhas mal-educadas e gritantes, vamos lá a ver. 
 Depois disse algo como "Como é que vais para Psicologia e odeias crianças?!" ...Uhm... Last I checked, isto não era um curso de Educadora de Infância nem animadora de infância nem o rai' qu'o parta. E começou a dizer "Então e se os teus clientes forem crianças, não os vais atender?!" - Mais uma vez, cada macaco no seu galho, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Primeiro, várias áreas da psicologia não lidam com crianças, e segundo, se não gosto de crianças obviamente vou escolher uma área onde exista pouca ou nenhuma afluência das criaturas. E normalmente as crianças que frequentam consultas de psicologia são adoráveis (com a grande excepção dos hiperactivos), não berram e simplesmente querem ajuda. Eu sou um ser humano decente, pedem ajuda?Eu dou! (dentro do possível)
 Mas....Como diz uma amiga minha: crianças - só as minhas. E isto se eu as tiver! 
 Concluíndo, não. Eu não sou o Anti-Cristo. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

As pessoas não devem pensar.

Sinto-me mais que irritada hoje. E vamos meramente a meio do dia.
A minha chefe achou por bem dar-me uma pseudo-descompustura em como eu sou uma pessoa horrível que não quer ajudar os meus colegas com os horários.
Ponto de situação: Eu torci o pé, não conseguia andar, não fui trabalhar. Puseram alguém a trabalhar no meu lugar e não me disseram nada. A pobre pessoa veio falar comigo a dizer que eu lhe devia horas quando eu não podia estar mais não-informada sobre isso. 
A rapariga queria que eu lhe fizesse um horário que a mim não me dá jeito nenhum: não tenho folgas entre estudar e trabalhar, todos os meus momentos são preciosos para estudar, fazer dois turnos num dia não só é estúpido como não me dá o mínimo jeito. Que foi o que eu disse tanto à rapariga como à minha chefe. Mas parece que ninguém percebe o problema.
É super injusto tendo em conta que sou sempre eu que faço trocas com quem não pode trabalhar e etc. Ajudo sempre os meus colegas, e quando é comigo ando sempre à caça de alguém que me faça horário porque parece sempre que ninguém pode. Trocam-me horários e eu não me queixo. E eu não pedi a ninguém para me substituir naquele dia, aliás pensei que mo fossem descontar e estava descansada da minha vida. Mas não, quem se lixa sou sempre eu.

(Update: Agora vem-me a rapariga falar sobre responsabilidade e que sempre teve dois trabalhos e que sempre conseguiu conciliar tudo. Uhm, ainda bem para ti? Se não consigo porque é que não aceitas e não me deixas fazer-te outro dia? E disse-me também que sempre que falta alguém naquela loja eles substituem, mas isso não acontece. Já presenciei umas 5 faltas em que ninguém foi substituído e ninguém morreu por isso. E aparentemente faltaram duas pessoas no mesmo dia que eu, mas claro que tinham de me substituir a mim.)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

da Honestidade

Percebi nos últimos dias o quanto prezo a honestidade e frontalidade por parte dos meus amigos. Seja fácil ou difícil de engolir. Falta de frontalidade deixa-me desconfiada, e vir a saber de assuntos por terceiros deixa-me infeliz. 
Julgava piamente que uma amizade tinha por base a confiança de se poder partilhar os nossos pensamentos uns com os outros sem julgamentos prejurativos, fosse uma opinião boa ou má.

Mas afinal, como sempre, estava enganada e se tentar resolver um problema falando com uma pessoa, que prezo muito, apelando a sua ajuda para chegar ao consenso final sou basicamente rotulada de "push-over" e tratada como se estivesse a atacar alguém.  E depois eu é que estou errada por tentar falar. Porque o assunto tem de ser resolvido em conselho de estado de certeza. É que eu nem quero saber de "ganhar" discussões, eu pura e simplesmente quero, de forma objectiva, perceber o problema a fundo e resolvê-lo. Eu não guardo rancor, sou demasiado distraída e, no fundo, demasiado boazinha para isso, mas não quero que pensem que estou eternamente zangada. 
É nestas alturas que percebo que nem toda a gente vê como realmente sou por dentro, e possivelmente só 3 pessoas neste mundo me percebem a esse ponto, ainda que não a 100%. Não entendo que imagem tão má de mim própria é que passo, ao ponto de me sentir que nem o monstro do Frankenstein. 

Em conclusão, é frustrante estar no terminal a quem é "dado p'ra trás" sem conseguir fazer nada por muito que se queira.
Fica aqui a deixa para se algum dia alguém me quiser dizer algo, sejam honestos. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

de Agosto

Então e como vos está a correr Agosto? 
Eu ainda cá ando a full-time, até ao final da semanita. Impressionante que agora que o Verão está a acabar é que me apercebi da escassez de actividades, relacionadas com a estação, que eu realizei. Basicamente este mês só trabalhei e só me dei com o pessoal do trabalho, fora um dia ou dois que me encontrei com a B. 
Este mês é o pior do ano, tudo tira férias, até a minha microscópica vida social. No entanto, acho que nem tudo está perdido pois, a nível pessoal, cheguei a imensas conclusões sobre a minha pessoa:
  1. Posso ser uma bitch descomunal e sarcástica a torto e a direito mas se gostar de alguém sou ainda pior, comporto-me que nem uma mãe - metade do meu dia de trabalho é gasto a chatear os meus colegas para irem comer, descansar ou algo semelhante (temos muita gente teimosa que não se preocupa com a própria saúde)
  2. Eu preciso de arranjar alguém que seja mais velho que eu fisicamente, maduro q.b. mas que conserve o espirito infantil até certo ponto (se vocês vissem o meu quarto perceberiam o meu problema - é só posters de pop-punk, peluches, banda desenhada e livros de ficção)
  3. Passar muito tempo com a pessoa por quem possamos ter algum tipo de atracção só pode acabar de duas formas, ou a atracção aumenta exponencialmente ou morre mais depressa que uma mosca no meu quarto. Mais rapidamente acontece a segunda opção.
  4. Pesadelos são fruto de tensão pré-menstrual misturada com cansaço e muitas histórias de terror. 
  5. Starbucks Rossio é a melhor loja de sempre, retiro tudo o que algum dia possa ter dito em contra. E também é um bom local para treinar respostas sarcásticas. 
  6. Sou propensa a acidentes de trabalho. 
Enfim, Setembro está ao virar da esquina e já consigo ouvir o Outono a chegar, aleluia meus irmãos, estou fartinha deste calor! Também tenho saudades das aulas (daqui a 2 semanas e meia passa-me esta doença) e mal posso esperar por dia 17.
Para terminar, acho necessário informar que gastei quase 40 euros para fazer a pre-order de um CD (assinado + t-shirt + poster) que só sai a 9 de Outubro. 

É bom saber que a minha vida não muda drasticamente durante o Verão. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coincidências ou inesperados

Adoro dias que correm bem devido ao acaso, assim só por coincidência inesperada (coisa em que não acredito muito mas...). Porque decidimos fazer X em vez de Y, ou porque apanhámos o comboio à hora Z. O verdadeiro significado de no sitio certo à hora certa nunca deixa de me surpreender. Tendo em conta que acordei "atrasada", que nem estava com grande espírito para nada mas depois até me deu para aperaltar-me um bocadinho e que não cedi à minha mãe quando ela refilou por eu andar "sempre a correr", que fiquei sem bateria no Ipod e que já não podia ver material de estudo à frente, o resultado foi bastante agradável. 
Dias destes é que fazem valer a minha semana. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

De pensamentos

 Pessoas aprendam que eu não duro sempre - é possível estar-se em standby mental, é possível não estar a pensar em nada. Chama-se relaxar. Não tenho esse hábito mas de vez em quando até sabe bem. Não entremos em detalhes sobre as pessoas que vivem permanentemente neste estado.
 A questão em mão é: se eu digo que não estou a pensar em nada, então aceitem. Não me venham com conversas do "não me queres é dizer". Toda a minha misteriosidade ou falta dela não tem nada a ver com eu estar a relaxar, de eu dizer que "não estou a pensar em nada", querem o quê? Que diga "ah não, estava só a pensar que realmente é uma merda que amanhã esteja a chover". Mas qual é o interesse? Isso classifica-se como "nada" na minha escala. Se eu estivesse de facto a pensar em algo e não quisesse dizer, a minha resposta imediata seria algo como "não tens nada que ver com isso" e, embora o passasse como uma piada, estaria a falar mais que a sério.
 Isto para introduzir um bom tema: Odeio que tentem "espreitar para dentro de mim", tenho uma mente inconsistente e odeio que as pessoas tentem cavar demasiado fundo, especialmente quando não as conheço há muito tempo. E mesmo que conheça. Se não "vem à baila", ninguém precisa de saber. Gosto de manter a minha vida minha e privada, se não publicava uma biografia ou contava a todo o mundo todas as minhas fails e segredos. 
 E depois insistem que eu estou a esconder algo como se lhes devesse algum tipo de satisfação...Erhm, não te estou a esconder o número do euromilhões, não te roubei nada, não matei ninguém, kindly fuck off. Deve ser por isto que sou solteira...de entre toda uma lista infinita de características que também contribuem para esse facto.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Do mau feitio

Estou honestamente farta de que me digam que tenho mau feitio. Pá, eu sei que não sou um pote de mel nem de doçes a falar, mas vocês já sabem como sou, shut up. Also, não é culpa minha de ser passada da cabeça, vão falar com os gajos que se encarregaram que a minha auto-estima ficasse forever em níveis baixos. E para mais odeio quando as pessoas dizem coisas às quais já sabem como vou reagir e depois vêem com essa do mau humor/feitio. Porque é que as pessoas esperam sequer que eu seja inocente, calada e adorável? É que não sou nenhuma das três...bem calada sou um bocado. 
Tipo a minha mãe sempre com o sermão do "não quero saber dos outros" mas depois vem-me com coisas do estilo "mas os outros tiram melhores notas e os outros usam isto ou vestem aquilo ou fazem x ou têm z". E isso irrita-me profundamente, porque é mesmo o estilo de hipocrisia parental "não sigas os outros (a não ser que eu to diga para fazeres)". A isto a minha resposta automatizada é "E se os outros se atirassem da ponte eu ia também não?", e depois ela fica toda chateada. E sabe perfeitamente que eu não quero saber do que os outros fazem, dizem ou querem. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Intimidade

Isto é algo que me tem vindo a perseguir nos últimos tempos. Ora bem, por muito socially awkward que eu seja, a verdade mais verdadeira de todas é que eu adoro fazer amigos e conhecer pessoas novas. E até aí tudo bem, o problema dá-se quando as amizades se tornam mais intimas ou próximas ou o que lhe queiram chamar: sinto-me um bocado encurralada em certas relações que eu própria desejei forjar. Não é algo que ocorra 24 sobre 24 horas, mas existem certos momentos em que esse pensamento me atinge, quase aleatoriamente. Isto leva a eu não contar certas coisas a certas pessoas ou a manter contacto mínimo com elas, embora no fundo continue a considerá-las queridas amigas.
Eu já sabia que tinha problemas de relacionamento social, mas isto é um bocado anti por demais. Nunca me considerei uma pessoa demasiadamente reservada, embora seja verdade que raramente partilho detalhes da minha vida mais privada com a maioria dos meus amigos.
É também possível que seja uma alteração de personalidade provocada por exposição prolongada à Internet e que passará quando me habituar.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fotossíntese Humana

De tempos a tempos sou como uma flor: o sol dá-me toda a energia que preciso. Faz-me feliz, torna-me activa. Não consigo estar quieta, perder tempo a olhar para o nada torna-se impensável e mal posso esperar por acordar de manhã. A uns a Primavera traz o amor, a mim traz-me uma personalidade saudável. Por exemplo, hoje vou entrar às 5 (no trabalho), o que significa que só tenho de sair de casa às 4. Isto trouxe imensas ideias sobre o que poderia fazer até lá. Visto não ter nada relacionado com a faculdade para fazer, as possibilidades são enormes: posso escrever, ler, ver filmes, desenhar, brincar com o Photoshop, poderia até limpar o quarto (excepto que como ontem passei o dia acamada, hoje ainda não tenho energia suficiente para isso). 
Acho que vou aproveitar o facto de não ter de estudar para fazer uma maratona de Doctor Who.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Teatricalices

É só para dizer que, , podem tirar o actor do teatro mas não podem remover o teatro do actor. Faz-me tanta falta representar que não têm ideia. Posso não ser das melhores actrizes que Portugal já teve mas não duvidem que tenho paixão por aquilo. Ultimamente tenho andado a pensar mais nisto pois uma amiga minha mencionou querer entrar numa escola superior para a qual ponderei ir caso quisesse seguir Teatro ou Cinema (o útimo não como actriz, mas.) e ontem fui pré-recrutada para o grupo de Teatro da minha faculdade (para o próximo ano).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bye bye vacations

Portanto, amanhã volto ao trabalho, figurativamente falando, porque estive sempre a trabalhar nas férias, excepto o fim-de-semana passado. 
Estas férias foram as piores que já tive, de longe. Bem, não, não foram, mas podiam ter sido melhores. Os exames lixaram tudo. Mas houveram dias interessantes, vi gente com quem já não falava há algum tempo (há gente que nunca muda), revi a primeira season de Sherlock e vi a segunda, vi uns quantos filmes que já estavam na lista há bastante tempo, incluindo ver 2 vezes o Sherlock Holmes no cinema, acabei de ler a Entrevista Com O Vampiro (tenho todo um balde cheio de mixed feelings quanto a ele) e mudei o meu quarto, finalmente (that's one out of the bucket list, by the way), por isso nem tudo está perdido. E há imenso pelo qual esperar este semestre, principalmente o concerto dos Simple Plan. Também tenho uma lista interminável de coisas que quero comprar - e por isto é que não me podem deixar ficar em frente ao pc muito tempo - e tenho uma nova ideia para a minha tatuagem que junta dois amores musicais meus - tenho de trabalhar nela. 
No entanto, devido ao meu excelente horário de trabalho, vou ter de ir trajada para o Starbucks, destrajar, trabalhar 3 horas, trajar again e comer algo à pressa, para depois ir para a faculdade exercer funções de trajante. Tanto na segunda como na terça. Vida de trabalhador estudante é fudjida.
Com isto dito, é possível que, ao contrário do esperado, me torne mais activa aqui de novo, visto que vou fazer coisas durante o dia que não sejam trabalhar ou olhar durante 13 horas para um ecrã de computador.
tl;dr: not the most eventful 2 months of my life.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Resoluções, ou ilusões, de ano novo

Feliz 2012! Digam as boas vindas à crise e ao ano em que o mundo acaba. Toda a santa gente, eu incluída, anda a proferir coisas como "2012 vai ser o melhor ano de sempre", "Mais risos + felicidade + amigos + coisas boas", "Que o pior de 2012 seja o pior de 2011", "Este é o ano dos sonhos, dos desejos, dos whatever". Enfim, há muita frase feita por onde escolher! E há que não esquecer as nossas velhas amigas, as resoluções de ano novo. Mais a brincar ou mais a falar a sério, também tenho umas. Aqui vai isto:
  1. Tirar a Carta - Vou inscrever-me no máximo para a semana na Segurança Máxima do Campo Grande.
  2. Fazer exercício e comer melhor - Não sou grande fã, mas cuidar da saúde torna-se cada vez mais importante num ano em que temos de pagar quase €20 para ir às urgências
  3. Dar o meu máximo - Seja na faculdade ou no trabalho
  4. Ler mais e comprar mais livros - Considero importante.
  5. Dizer o que realmente penso, sempre educadamente - Estou ligeiramente farta de ser o "punching bag" ou "bode expiatório" ou de me sentir como uma pessoa quase sem opinião.
  6. Escrever, desenhar, editar mais - No ultimo ano perdi alguns dos meus hábitos, ou passatempos. Tenho de recuperar o ritmo!
  7. Viajar - Começando por Londres.
  8. Ir a 2 ou mais concertos - Considerado ou não um luxo, quero ajudar as bandas que gosto a voltar a Portugal. Começando com Simple Plan + We The Kings e acabando num ou noutro Festival de Verão.
  9. Comprar mais CD's - Dentro da mesma temática da anterior, e de novo considerado um luxo ou simplesmente inutil, a verdade é que quero envolver-me mais e comprar CD's. Embora gostemos muito de pensar que os cantores/bandas são milionários, a verdade é que também lhes custa ganhar dinheiro (aos que me interessam pelo menos).
  10. Fazer a minha tatuagem - Se possível ainda em Janeiro!
  11. Ser melhor nas minhas relações interpessoais - Seja em amizades ou familia ou a conhecer pessoas novas, tenho de conseguir superar o meu lado socially awkward.
  12. Remodelar o meu quarto - Tenho 20 anos. O meu quarto está assim há pelo menos 8.
Basicamente são estes. São as minhas resoluções, a ver com a minha pessoa. Não pensem que sou ó-tão-egoísta por não considerar coisas como "ajudar o próximo" ou "voluntariar-me" ou "doar coisas a instituições". Eu quero melhorar-me a mim. Não ao mundo. Porque, esse, está acabado.
xoxo

domingo, 25 de dezembro de 2011

Sonhos estranhos

Há pessoas cujos sonhos fazem o mínimo sentido, ou são normais. Depois há os meus sonhos. 
Há dois dias sonhei que estava a dançar na faculdade, em cima de cacifos, daqueles de metal, e depois caí por um buraco e fui ter a um mundo espécie de Alice In Wonderland onde as cenouras eram 3 vezes o meu tamanho e era proibido comê-las. E isto é um sonho inspirado por uma conversa sobre o jogo Alice: Madness Returns. 
Esta noite, sonhei que ia para a praia com 3 amigos/as, um deles era o Evan Peters (ou Tate Langton de American Horror Story) por quem tinha uma crush, o cenário muda e de repente ele é meu namorado e estou sentada numa plateia à espera dele, que se senta ao meu lado a tocar guitarra, porque obviamente é músico. Nisto começa a mexer no cabelo da rapariga à minha frente e eu fico com ciúmes e agarro-me ao seu braço. E isto é um sonho influenciado pelo novo CD dos Marianas Trench (que é genial), pelo Evan Peters (que é genial no papel de Tate), pela maratona de AHS (que quero rever agora) que fiz ontem e quem sabe o que mais.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

5 importantes pontos sobre o que me irrita

De vez em quando vejo umas pessoas que eu não percebo. Isto é, - e preparem-se para um cliché - a vida já é complicada o suficiente, porque é que certas pessoas insistem em complicar mais ou em serem parvas?
Ponto 1, se não gostamos de alguém, não somos hipócritas nem cínicos com essa pessoa, somos apenas civilizados (a não ser que tenhamos de pedir um favor, aí puxem da graxa à vontade) . Não ando por aí a ser cínica com as pessoas que geralmente me irritam, apenas falo com elas se me dirigem a palavra, mas também não ando a dizer mal delas para depois sorrir de orelha a orelha quando falam comigo!
Ponto 2, Zangas entre amigos? Epá por favor! Odeio entrar em zangas parvas e depois ser teimosa o suficiente para não dar o braço a torcer, a solução está em ser diplomático. A partir do momento em que alguém é amigo de alguém, pressupõe-se que consigam chegar a acordos sem terem de matar ninguém no processo, está tudo na comunicação. Sinto-me sempre estúpida se souber que disse algo potencialmente ofensivo e não me desculpei.
Ponto 3, Pessoas que dizem mal de amigos das pessoas com quem estão a conversar. Hmm, má escolha? Esta situação é detestável e de mau gosto. Porque é que certas pessoas pensam que alguém iria começar a dar-lhe trela e a entrar numa conversa que é para falar mal de um amigo? Get a life, please!
Ponto 4, rapazes que apenas falam com raparigas para tentarem a sua "sorte", se é que me entendem. Não! Simplesmente, não! Eu gosto de ter amigos, gosto de falar com pessoas, MAS, a partir do momento em que a conversa descamba, isto pressupondo que a confiança que tenho com rapaz x é abaixo de zero (neste caso em especial porque ele é um asshole do piorio), esqueçam, eu aí deixo de responder e considero uma ofensa à minha integridade. Qualquer dia ofereço-me para lhe aplicar gelo nas partes baixas, porque é disso que precisa.
Ponto 5 e último ponto, bêbedos. Sim eu bebo, sim eu fico alegre, não, eu nunca fiquei bêbeda ao ponto de perder horas de uma noite nem ao ponto de ter que ter alguém a cuidar de mim por estar com a copofonia. Isso é degradante e entristece-me. Especialmente quando as pessoas sabem que eu odeio aturar bêbedos. "Ah e tal porque beber alegra a festa!" , não, beber não alegra a festa, beber não é a festa, a próxima pessoa que me diga que é preciso álcool para que uma festa seja boa, leva com uma garrafa de malibu na tromba.
Coisinhas deprimentes destas fazem-me querer aplicar o método old-school do estalo ou da reguada. Parece que tenho de me acalmar sempre que alguma destas coisas acontece, para não perder as estribeiras e começar a dizer umas verdades feias, a toda a gente à minha volta. A sério, meus amores, ganhem um bocadinho de massa cinzenta na área social e amadureçam, porque eu, sinceramente, nunca tive pachorra para adolescentes nem jovens adultos com hormonas aos saltos. Depois acham estranho que eu seja solteira e que eu tenha dias em que me passo com tudo e todos, pois, porque será, de facto?

xo

domingo, 6 de novembro de 2011

Daquelas coisas que me deixam estragada.

É o pior sentimento de sempre quando até simples objectos parecem gozar connosco. Como quando procuramos por algo e esse algo não aparece, no entanto, alguns minutos mais tarde dás com alguém a dizer "mas isto está mesmo aqui!". É isso e o sentimento de observação,  falando por mim, faço muita asneira quando sinto que estou a ser observada. Sou uma pessoa nervosa por natureza e toda essa situação deixa-me desconfortável e distraída, e depois dá em situações piores. Eu não lido bem com a pressão aplicada por terceiros. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Há dias assim...

As hormonas são umas little bastards. Não só magnificam todos os nossos sentimentos como ainda nos dão a possibilidade (muito forçada) de mudar de humor sem dar por isso e a alturas aleatórias. É tão bom, encantador, sem dúvida. 
Passei o dia com uma dor de cabeça massiva e tudo me irritava, até a minha mala (porque não queria levar aquela, mas a lancheira não cabia na outra...!). Todas as coisas insignificantes servem de pretexto para um monólogo e reflexão de 2h sobre algo que me irrita porque não devia ser assim. Já ontem sofri do mesmo mal, dando por mim a deabulambar por todos os cantos da minha mente a explorar os meus veres acerca dos clientes da starbucks, entre outros assuntos. Até de mim mesma eu digo mal. 
Como costumo dizer: vai tudo corrido a estalo por estes dias. Livrem-se de me chatear, quanto mais insignificante pior fico, e mais me apetece desbobinar tudo e mais alguma coisa.
Só quero paz, descanso e uma almofada,  um cobertor e o meu ipod.