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sábado, 8 de dezembro de 2012

"Ó Meu Deus, és o anti-cristo!"

 Ontem conheci uma rapariga, nova no meu local de trabalho, e que anda a tirar Psicologia, como eu. Conversa puxa conversa e eu digo que a)odeio crianças e b) vou seguir criminal.
 Completamente convencida da impossibilidade de odiar crianças ela vira-se e diz: Então mas e aqueles homens que violam as crianças? Como é que tu podes...estás de acordo com isso é!? (Ou algo para este efeito, porque, convenhamos, tenho memória horrível para estas coisas). Woah, woah, woah! Amiga, eu disse que odeio crianças, nunca disse "espero que elas morram uma morte excruciante ou que sejam todas violadas daqui até Faro." !!
 Também odeio feijões mas nunca disse que queria que fossem irradicados. Também odeio o Justin Bieber mas nunca disse que ele devia sofrer por isso. E também odeio muitas outras coisas. Não sou obrigada a gostar de criaturazinhas mal-educadas e gritantes, vamos lá a ver. 
 Depois disse algo como "Como é que vais para Psicologia e odeias crianças?!" ...Uhm... Last I checked, isto não era um curso de Educadora de Infância nem animadora de infância nem o rai' qu'o parta. E começou a dizer "Então e se os teus clientes forem crianças, não os vais atender?!" - Mais uma vez, cada macaco no seu galho, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Primeiro, várias áreas da psicologia não lidam com crianças, e segundo, se não gosto de crianças obviamente vou escolher uma área onde exista pouca ou nenhuma afluência das criaturas. E normalmente as crianças que frequentam consultas de psicologia são adoráveis (com a grande excepção dos hiperactivos), não berram e simplesmente querem ajuda. Eu sou um ser humano decente, pedem ajuda?Eu dou! (dentro do possível)
 Mas....Como diz uma amiga minha: crianças - só as minhas. E isto se eu as tiver! 
 Concluíndo, não. Eu não sou o Anti-Cristo. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mais um post sobre "Que raio ando eu a fazer em Psicologia"

 O problema de estarmos indecisos sobre que caminho académico seguir é que qualquer nova ideia nos suscita interesse. O que eu quero dizer com isto é que temos tendência a angariar (okay angariar não, que me estão a chatear para mudar - reunir) opções, planos, if you will.
 É a Psicologia Forense e Criminal, o primeiro e grande amor mas que implica dinheiro e habitação deslocada. É a Psicologia Cognitivo-Comportamental, que até existe na faculdade mas implica matérias às quais não sou excelente (nem boa, nem razoável). É Neuro-ciência, com as suas máquinas todas XPTO e teorias difíceis de contrariar. É Psicologia do Consumidor, que vem da Social. É muita psicologia e pouca "eu".

 A mais recente ideia prende-se com suicídios - passo a explicar. Em Psicopatologia, temos aulas práticas que envolvem assistirmos a consultas psiquiátricas ou então a filmes. Pois bem, assistimos a um filme sobre um rapaz bipolar que se suicidou e aquilo tocou-me profundamente. «Porquê?», pergunta alguém. Porque conheci pessoas que já tentaram acabar com a sua vida, ou que consideram que são inúteis. 
 Vamos lá a perceber: por muito bruta que eu seja, não brinco com vida humana. A não ser que a pessoa seja muito mas, bolas, muito odiada por mim, eu até me retenho de fazer comentários do tipo "devia matar-se". Só faço piadas dessas quando me encontro com os meus amigos mais chegados, porque somos parvos uns para os outros. Para mim toda e qualquer pessoa merece viver a sua vidinha, melhor ou pior, conforme queira ou consiga. 
 Assim, pensei: epá então e trabalhar com jovens em risco? Era uma boa ideia. (Mesmo estando eu sempre a queixar-me dos jovens deste país, sim)

Basicamente, quero que eles saibam que, porra, a vida muda e a longo-prazo, suicidio não é a melhor hipotese. E quase que pareço aquelas moças irritantes dos filmes/livros que vêem a vida através de óculos cor-de-rosa, com uma felicidade que chega a roçar o enjoativo - juro que não sou assim. Simplesmente tive experiências ao longo da minha adolescência que me fizeram ver a vida de forma optimista.

sábado, 8 de setembro de 2012

Por curiosidade fui ver o plano de estudos da FPUP. Big mistake.
Ora bem, onde é que posso desistir de Lisboa e começar de novo no Porto? Não só leccionam uma carrada de cadeiras que eu quero ter como descobri que a FMUP tem um curso superior de Medicina Legal ao qual me posso aplicar após ter uma licenciatura em Psicologia.
Lisboa, porque és tão merdosa, comparativamente?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Psicologias

Eu digo sempre que quero e vou e posso seguir Psicologia Social e posteriormente irei fazer um doutoramento ou pós-graduação em Psicologia Forense ou Criminal. Tenho o síndrome CSI e sinceramente não me parece que vá abdicar desta ideia tão cedo.
Mas ultimamente tenho-me deparado com muitos artigos e posts pessoais sobre Identidade de Género versus Sexo e Orientação Sexual/Romântica (cortesia do Tumblr, casa de imensos Social Justice Bloggers com a mania que sabem mais que toda a gente) e esse é um assunto que realmente me trás alguma curiosidade. Penso que seguir algo estilo Psicologia do Género deve ser bastante interessante e, num mundo em que ainda se luta pelos direitos LGBT e contra a discriminação baseada na diferença, deve ser uma área não só em ascensão mas bastante necessitada pelos jovens.
Eu sei, eu sei - "Mas tu odeias crianças e adolescentes" - indeed I do, mas isso é porque a maioria não passa de berrantes, egoístas por demais, ignorantes, arrogantes e mal-formadas e mal-educadas. No entanto, os jovens abrangidos por esta "crise" são que nem veados quando vêem luzes de carros - assustados, confusos e perdidos (claro que também os há arrogantes e com a mania que são melhores que eu, mas nisto eles são um bocado iguais). E ninguém devia ter de passar por isso sozinho, especialmente quando a comunidade mundial não é tão aceitadora como deveria ser.