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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Como vender livros

Há muito tempo que tenho vindo a cozinhar por dentro no que toca às "partes de trás" dos livros e DVDs.
Já alguma vez vos aconteceu verem um livro com uma capa giríssima e pensarem "uau, se a sinopse for interessante, I'm so buying it!" e, quando chega o momento da verdade e viram o livro de cu, se deparam com algo do estilo: 
«Meu, this book is the fucking best shit ever!!»
 - Cit Autor Super Mega-Overrated e na Moda

Pois! Quantas vezes! (Já para não entrar no facto de os livros da trilogia Hunger Games terem citações da Stephenie Meyer, moving on.)
A questão é que, quando eu vou comprar um livro, estou-me nas tintas (!) para o que as editoras/autores/o Papa acham do livro. Se eu quiser ler reviews, vou à Internet (abençoado século XXI). 
Isto porque odeio opiniões sobre algo que ainda não li ou vi. É uma das formas mais horriveis de me tirar o interesse por algo. É como se todos os autores/editoras/Papa me julgassem por ler algo sobre o qual já têm opinião formada. Do estilo: se eu odiar sou estúpida, e se forem eles a odiar, porque me daria ao trabalho de ler? É daquelas coisas bonitas que estudamos em Psicologia no primeiro ano - utilizar "autoridades" em publicidade de modo a condicionarmos ou influenciarmos a população (já não me lembro bem, mas é algo deste género).
É também esta uma das razões pelas quais eu quase nunca leio opiniões de nada a não ser que a) conheça o "opinador" ou o ache interessante ou b) esteja realmente à procura de ajuda para saber se a história/filme/coisa vale a pena (após eu ter feito uma análise do enredo ou o que seja). 

Por isso, amiguinhos das editoras, se querem que eu compre livros não-populares, suprimam as "reviews" múltiplas que em nada acrescentam ao livro, que podemos considerar até como um whoring out the book, e dignem-se a escrever uma sinopse. Porque nem toda a gente liga ao que "está na moda" nem ao que se considera parte da "hype". Okay, obrigada. 

domingo, 25 de novembro de 2012

Violência Doméstica

Ou "relacional", porque honestamente acho a denominação "doméstica" muito parola. Adiante.
Hoje, a meio do jantarzinho de família, passou uma reportagem sobre violência doméstica, e a boa da Evenstarr vira-se para a sua mãezinha (que comentou algo para o efeito de "se me batesse uma vez ainda passava mas levava logo a seguir com o que estivesse à mão") e diz: Havia de ser comigo. Violência domestica? Deixar que me batam? Deve ser deve.
Vamos lá a ver: Eu sou teimosa, casmurra, cabeça dura, bruta, (mau feitio, segundo 90% das pessoas que me conhecem) ...tudo o que há que me leve a resistir, faz efeito e funciona lindamente. Nem quando sofria de bullying ficava quieta, porque haveria deixar que um marmanjo qualquer me lixasse a vida? Não me venham com tretas do "ah mas o amor" ou "mas ele é mais forte" - epá que se foda, amigos! Posso ir parar ao hospital (o que é um braço partido, se lhe fizer o mesmo), posso perder o suposto amor da minha vida (o que nunca consideraria, porque homem que é homem não faz hobby de bater em mulheres e não faz o meu tipo) mas não vou deixar que me tirem a dignidade nem a felicidade. 
Posto isto, não entendo o que leva uma mulher (ou homem mesmo) a rebaixar-se às vontades e abusos de uma criatura nojenta. Isso não é amor, é ser tapada(o). Amigas(os) vamos lá a mexer o rabiosque e a pedir ajuda: não é vergonha nenhuma. Não é culpa nossa, as aparências enganam, as pessoas mentem e manipulam. O que interessa é arranjar a força para continuar em frente. E temos forças policiais para assegurar que essas bestas não nos voltem a tocar (embora a justiça em Portugal seja um bocado complicadinha).

Isto é o tipo de assunto que me revolta: pessoas que se conformam em ser miseráveis e se submetem a situações que vão contra os princípios morais universais. Não têm força para dominar o agressor fisicamente? Já ouviram falar de uma coisa chamada cabeça? Dizem que é poderosa.

P.S.: Um professor meu disse que sexo no primeiro encontro leva muitas vezes a violência doméstica. Just Sayin'.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

do Ensino Universitário em Portugal (ou na minha faculdade)

Isto das greves gerais, telejornais e manifestações mete sempre uma pessoa a pensar. Pois bem, o meu pensamento foi: Então e como é que isto se verifica na realidade?
A minha realidade é a faculdade e o trabalho. Do segundo não tenho queixas - melhor ou pior, trabalhar na Starbucks tem-se revelado igual ao que esperava, não fiquei desiludida. Quanto ao primeiro...vamos por pontos e vamos aplicar aqui as queixas nacionais.
  • Propinas - o big issue dos universitários! 
Os alunos queixam-se que não têm dinheiro, os serviços administrativos queixam-se que não têm dinheiro para pagar aos professores e afins e ameaçam os alunos com listas de devedores. Muito bem, o facto de termos de pagar quantias exorbitantes para jovens adultos, muitos sem trabalho, é degradante. Onde é que um jovem de classe média desencanta €300 em 3 vezes? Os pais estão cada vez mais pobres e as bolsas cada vez mais escassas. Sou da opinião que deviam dividir as prestações em 10 (o mesmo nr de meses que dura o ano lectivo) - seria mais fácil de angariar a prestação.
 E quanto às listas? Sou, sem vergonha nenhuma, uma das devedoras, segundo umas folhas num qualquer placar do átrio da minha faculdade. O que acontece aqui é que estava com uma única prestação em atraso, porque sou pobre, lamento, e entretanto já regularizei a situação - no entanto eles acham bem que as folhas continuem desactualizadas, porque só nós é que temos responsabilidades para com eles, claro. 
 E usar o dinheiro das propinas como garantido para pagar aos professores e funcionários? Degradante a partir do momento em que os serviços administrativos não funcionam bem, que os funcionários do bar refilam connosco por usarmos o açúcar deles para adoçar o café da máquina da A.E. e que a nossa avaliação continua se processa com exames finais que nos lixam de 5 maneiras diferentes.
  • Secretaria!
É inadmissível que ninguém naquele sitio saiba nada do que está a fazer. As informações são contraditórias, as funcionárias lentas e pouco eficientes na ajuda à comunidade estudantil. É só para estabelecer aqui que eu faria melhor. E muitas vezes fecham as portas antes da hora delas.
E as datas de exames? Pois, quase em Dezembro e ainda não as sei.
Época especial? Não sei o que é.
  • Aulas 
Faltas ou não, eis a questão? É um assunto polémico. Sou da opinião que se tirassem as faltas tudo corria melhor e quem não queria aparecer não aparecia. Mas há sempre quem apareça para disturbar na mesma, embora eu ache que seriam menos. 
Aulas práticas? Então e que parte de "prática" é que os professores não percebem? Já chega de fazer apresentações power-point, algo me diz que não vou curar os meus pacientes com ppts bonitos.
Uso de pc para actividades extra-aula? Desculpem-me lá mas quem é que no seu perfeito estado consegue assistir a um monólogo de 2 horas? Além de que sou perfeitamente capaz de efectuar multi-tasking e acho absurdo que os professores considerem uma falta de respeito que os alunos utilizem o seu pc para mais do que um fim durante as aulas. Eu, se fosse professora (cruzes credo) até acharia perfeitamente natural que isso acontecesse. 

Os professores empancaram na dicotomia faculdade/trabalho futuro. Que em reuniões de trabalho não vamos sair a meio e não vamos estar a navegar pela internet - em que mundo é que esta gente vive? Não me tentem vender esse peixe que eu sou pescadora profissional. Além de que, caso não tenham reparado, a faculdade é frequentada por pessoas com capacidade de discernir um contexto do outro.

  • Alunos
Ninguém é perfeito. O barulho nas aulas mata-me, pessoal façam-me o favor de enfiar umas rolhas nessas traqueias. E por favor unam-se. O nosso problema é a falta de união para fazer com que o sistema mude.

  • Programas de mobilidade e divulgações e coisas do género
Falta muito neste campo. Nem todas as faculdades proporcionam programas de mobilidade a nível mundial, e mesmo dentro da Europa é complicado. Depois não há um conhecimento informado sobre os programas novos que vão aparecendo nem sobre outras acções ou workshops externos à faculdade. É ver os panfletos aparecerem colados num canto qualquer da faculdade (pelo menos os e-mails que me enviam nunca têm nada a ver com acções de mobilização a não ser que sejam o hospital dos bonecos). 
Há, depois, pouca facilitação em mover os alunos. A minha coordenadora de Erasmus era um mimo em termos disso: "Se querem que tudo corra bem, fiquem em Portugal", ham, desculpe? 
Já os pobres coitados que vêm de Erasmus apanham um choque tremendo, nenhum professor até agora saiu da sua zona de aulas feitas desde sabe-se lá quando para tentar incluir os ditos alunos. Isto falando dos que eu apanhei.

  • Por muito que penses que sim, um canudo não te serve nem para ver Braga
Ter uma licenciatura já não é o que era antigamente. Agora a única coisa que te garante é gastar uns 5000e. para ires para o desemprego.


sábado, 8 de setembro de 2012

Na luta pelos passes de estudante

Para quem ainda não se apercebeu, agora das duas uma: ou sois pobres (rendimento por pessoa do agregado familiar tem de ser de 503 euros ou menos, penso eu) e tendes desconto de 25%, ou sois bolseiros ou receptores de algum tipo de apoio social (como eu e muito boa gente que - neste caso, ao contrário de mim - têm um rendimento mensal um nadinha mais alto que 503 euros) e tendes desconto de 60%. Se andarem a estudar, isto é. Tudo isto é muito bonito sim senhora, fiquei feliz por ser bolseira, mesmo que tenha ficado com pena de quem só vai ter 25%, em certos casos. 
Agora, o problema: para podermos usufruir do desconto de 60% temos de esperar que os resultados das bolsas sejam sabidos. Isto é inconcebível! Essa informação só costuma sair 3-5 meses depois do inicio das aulas, ou seja, estão a obrigar os alunos, que provavelmente não têm meios, a pagar um balúrdio em transportes! Porque, mesmo que tenham a certeza absoluta que são e continuarão a ser bolseiros, as faculdades (ou pelo menos a minha) não lhes carimbam o papel, mas calma: esta decisão só foi tomada a seguir a eu conseguir que me carimbassem o papel. 
Isto é, não só tivemos de esperar até ao ultimo dia de Agosto pelas novas leis - o que faz com que tenhamos de fazer tudo "em cima do joelho" se queremos comprar passe para Setembro - mais a falta de comunicação habitual entre CP e faculdade - ou então é apenas problema das senhoras da secretaria da minha faculdade, que parecem nunca saber nada à cerca de nada -, agora a maioria ainda é obrigada a comprar passe sem desconto até que saiam os resultados, porque os espertos da CP só deixaram comprar passes (e só dos sem senhas!! - ou seja nada de CP/metro/carris/vimeca/barco/etc) com desconto no dia que saiu a nova lei e isso foi só ao final da tarde! A não ser que vão tratar de comprar o passe Social +. 
Não se percebe o atraso no lançamento destas leis, não se percebe sequer a possibilidade - com Troika ou sem ela - de cortar nos descontos, sendo os passes caros como são, e sendo a maioria dos alunos inactiva no mundo do trabalho. Já pagamos uma quantia estúpida no que toca às propinas, tendo em conta o funcionamento da minha faculdade (deixa muito mas muito a desejar) se lhe juntarmos o passe, não tenho dúvidas de que há grande probabilidade de este ano existirem muitas desistências e/ou matriculas congeladas por esse país fora.  
Como diria um bom português: é por isto que o país não anda para a frente! 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Chatting

Epá, meus amores. Odeio conversa de circunstância, mas considero boa educação começar todas as conversas com um olá (ou algum sinónimo).
Duas vezes no mesmo dia fui abordada, online, por amigos, que começaram por dizer "tás aí?"
Ora bem, se estou ONLINE, normalmente seria de esperar que sim, de facto estou em frente do meu portátil. Ainda para mais quando sabem que as hipóteses de não ser eu são remotas, dadas as horas a que iniciam a conversa.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Futebol e patriotismo e afins

 Se há coisa que me faz comichão à alma é este fanatismo do futebol. Epá tudo bem, respeito quem gosta de futebol e é fã de equipa X ou Y e apoia a selecção do seu país, também eu tenho fanatismos por outras coisas. Mas, a partir do momento que oiço coisas do estilo "não há coisa que una mais o país que a selecção" ou "se não vibras com isto não és patriota" ou "não acredito que não apoias a selecção, não és um/a português/a decente" ou qualquer outra afirmação semelhante, o meu alarme dispara. 
 Primeiro que tudo, é triste que o povinho considere que o futebol é a única coisa pela qual se devam unir, então e, sei lá, trabalhar juntos para fazer o país avançar economicamente? 
 Depois, não sou de modo nenhum obrigada a vibrar com futebol só porque é a selecção que joga. Sou capaz de ver um jogo de ano a ano porque vejo com amigos meus, e na altura claro que torço por Portugal, mas quando o jogo acaba não fico fodida da vida só porque perdemos. 
 E continuando no caso da derrota, cai sempre o Carmo e a Trindade sobre mim se sequer me atrevo a dizer que não me aquece nem me arrefece se perdemos ou não. Se me riu sequer um bocadinho do grau de ridículo que certos amigos meus atingem quando Portugal perde, ui, quase que sou morta!
 Percebam meus filhos: fanatismo é aquela coisa bonita pela qual condenamos os terroristas islamitas. Logo não me condenem por não ser fanática por algo que me parece pointless. Não sou patriota no que toca ao futebol e não me parece que isso vá mudar subitamente. Aliás, Portugal, enquanto sistema/governo/população, dá-me muito poucas razões para me sentir patriota. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Das coisas que me põe os cabelos em pé

O ser humano está perdido. Esta é a verdade axiomática que governa tudo o que me rodeia e, se falei com algum de vocês por mais de 5 minutos de certo já me ouviram proferir coisas semelhantes (e.g. 'o mundo está perdido', 'as pessoas hoje em dia, sinceramente...', 'vou imigrar para Marte'). Desde há semanas atrás que ando com isto na cabeça. Tenho visto com cada coisa mais estapafúrdia que quase me dá vontade de chegar às pessoas e perguntar 'mas ouça lá, você é cego-surdo-mudo ou é mesmo só civicamente retardado?'. Mas eu sou uma pessoa civilizada e por muito que me tomem por antipática ou arrogante, nunca na vida seria propositadamente rude para com alguém simplesmente por serem idiotas. 
 Mas vamos então enumerar alguns pontos que tanto eu como amigas minhas observámos ou sofremos: certa vez estava eu com as minhas amigas a conversar enquanto entrávamos no metro, todas trajadas, e ia-me eu a sentar quando, do nada, vem uma mulher de rompante, fura o seu caminho à minha frente e se senta onde eu me ia sentar; um outro dia, ia eu no elevador dos armazéns chiado e, ao chegar ao piso para sair, quando as portas abriram, as raparigas que lá estavam à espera, correram para dentro do elevador e não deixaram ninguém sair; no dia da greve (22/03) quando cheguei ao Rossio, também não me queriam deixar sair do comboio e tive de furar caminho; inúmeras vezes vou a andar ou estou sentada numa cadeira, ao lado de um sitio de passagem, e levo encontrões porque as pessoas não têm cuidado; há também o exemplo clássico das pessoas que gritam ao telefone ou ouvem música com a mania que são DJs. Depois há o tipo de acto que vemos nas notícias e que é geralmente mais grave, mas não me recordo de nenhum exemplo que eu própria tenha visto, porque evito ver o telejornal.  Também no dia da greve, o senhor maquinista resolveu que, embora aquele fosse o ultimo comboio do dia estipulado por lei, não fazia mal chegar 40 minutos atrasado e levantar toda uma sub-manifestação por parte dos utilizadores do comboio, que de cívicos também pouco tinham.
 Então e os mendigos? Não digo que eles não precisem de uma ajudinha mas eu sou muito agarrada ao meu dinheiro pois sou, na verdade, pobre. Sou eu que pago todas, ou a maioria, das minhas despesas. Ganho um ordenado que não dá nem para tapar a cova de um dente se for mês de pagar propinas. E depois vêm-me os sem abrigos todos (bem só aquele muito chato que costuma andar nos comboios da linha de sintra) refilar e insultar-me por não lhe dar uma moeda, quando na verdade nem costumo andar com trocos. Eu até já dei metade da minha sandes a uma rapariga sem abrigo, mas epá isto aqui não é o da Joana. Faz-me imensa confusão que eles, tendo energia e corpo funcional, não tentem endireitar a vida, e isso é também à sua maneira, falta de civismo.
 E há também todo um outro grau de falta de civismo ao qual atribuo o nome de...bem não posso revelar o nome, mas de qualquer forma refiro-me ao tipo de pessoa que implica com tudo o que fazes, esteja bem ou mal, mete o nariz nos teus assuntos, adora dar ordens e fazer-se superior, mas depois faz a mesma porcaria que tu. 
 O que pretendo dizer é: as pessoas estão a desistir de serem decentes. As pessoas estão a gerir-se pela lei do mais forte e do cada um por si (até parece que nunca ouviram falar dos 3 mosqueteiros). Mas depois vêm-me com as acções de solidariedade e com o "mas dê o que puder", e o sempre popular "ajudar o próximo" e com lições morais de "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Meus amigos, a hipocrisia está mais que batida. Eu odeio generalizar, mas no que toca à raça humana, sim raça, é bastante claro. Até eu sou hipócrita algumas vezes, nunca fui perfeita, mas ao menos tento não ser rude. Se algum dia algo que eu diga soe a hipocrisia ou cinismo propositados, estou provavelmente apenas a ser sarcástica ou irónica como é natural em mim. 
 Se todas as pessoas forem rudes, desagradáveis e pouco cívicas, então que raio de mundo vai ser este? Ainda vamos fazer o "2012" acontecer mais depressa e causar o fim do mundo. Esqueçam a anarquia, isto é tipo sida: o sistema imunitário enfraquece, os glóbulos brancos não combatem já nada e no final o organismo apanha uma infecção que, de outro modo, teria sido facilmente combatida mas devido à sida não é e morre tudo.
 E depois ainda me dizem que eu sou social, quando na verdade tenho uma relação amor-ódio com as pessoas e as suas estupidezes de estimação.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Expectativas

As tendências auto-confirmatórias são uma merda. Let me tell you why. 
Pessoas inseguras, como eu, gostam bastante de acreditar em coisas boas, mas, quando dizem algo mau em que não queremos acreditar, essa ideia infiltra-se na nossa mente até provarmos a veracidade ou falsidade dessa afirmação. Se me dizem que x é y, mas eu quero acreditar que é z, toda a evidência, por mais endrominhada que seja, que verifique que x é mesmo y, vai saltar-me à vista. É irritante, faz-me sentir mal por julgar x e faz-me sentir derrotada pela minha mente. 
Se por outro lado, se tratar de previsões astrológicas favoráveis, ou algo de bom que tem probabilidade indefinida de acontecer, vou criar expectativas e vou sair desiludida da situação.
Com estas tendências, nunca ganho. Mas como criança de espírito que sou, não consigo evitá-las.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As coisas que se ouve ao virar da esquina

Mesmo no meio desta desgraça, gosto de pensar que tenho direito a um final feliz, com música de fundo e uma paisagem bonita.
Okay, não. Mas eu gosto de pensar que as coisas ainda funcionam assim e que os rapazes desta geração não são todos desprovidos de inteligência emocional e que pensam com a cabeça de cima. Conheço exemplos nos dois extremos, e é triste. Não sei porque é que eles pensam que ser labrego, com uma pitada de insensível, é uma boa maneira de conseguir o que seja de uma rapariga. 
Às vezes penso que sou apenas eu, que fui criada de forma retrograda, e que penso de forma completamente diferente às raparigas dos dias de hoje, ou então tenho padrões altos (sabe-se lá porquê), ou então vivo rodeada de macacos. Não conheço um único rapaz nesta cidade que seja decente e que não seja um amigo meu. E eu não tenho assim tantos bons amigos rapazes. Só 2. (Tenho mais amigos rapazes, mas são mesmo jerks.)
Entristece-me profundamente ir a passar na rua e ouvir comentários à trolha, ou à nigga, ou o que seja. É uma falta de nível cívico que mete dó. Um dia ainda lhes hei de perguntar se aquilo alguma vez resultou com eles, porque eu duvido muito.
O que aconteceu à beleza interior? Ao charme? À subtileza? ...Muito old school? Old Fashion? Old? Dêem-me boas razões para um "Comia-te toda" ou um "Olá gatxinha" ou um "Estrela, queres co'meta" ser melhor de empregar do que frases bem construídas, não canibais, não degradantes, ou que uns olhares ou sorrisos bem postos?
Epá, quem me conhece sabe que eu sou ultra pervertida, mas realmente acho horrível estas abordagens de quem faz por menos. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Aspirações, Sonhos e Realizações

É tão desesperante quando pessoas que são mais novas ou da nossa idade ou um ou dois anos mais velhas já fizeram algo que valha a pena contar, algo que dê dinheiro, algo que os torne objecto de culto por parte de alguém, enquanto nós continuamos aqui sem fazer nada. 
Quando somos mais novos temos imensos planos de vida: "Aos 18 tiro a carta" , "Aos 20 saio de casa e sustento-me com um part-time", "Aos 22 de certo já sou alguém na vida", and so on. Na verdade, enquanto crianças, ligamo-nos bastante à ilusão de que a idade adulta trás consigo independência e liberdade, o que percebemos mais tarde não ser de todo verdade. Como nos dizem que aos 18 somos adultos, legalmente, pensamos que num estalar de dedos vamos poder ter tudo o que sempre quisermos. No entanto, com o passar do tempo percebemos que tal é pura imaginação, e que se queremos algo tínhamos de ter começado a trabalhar nisso há algum tempo. 
É algo injusto, se me perguntam a mim. As crianças têm uma noção completamente diferente do mundo e se os adultos não as estimularem de forma certa (pô-los em actividades extra-curriculares de algum tipo - por exemplo), as ditas cujas vão simplesmente viver abstraídas das possibilidades daquilo em que se podem tornar - veterinários, músicos, karatecas, escritores, professores de yoga, etc, etc. E, quando chegam a uma idade em que compreendem o mundo da mesma forma que a sociedade e descobrem algo que gostariam de fazer, das duas uma: ou têm a lata, a coragem e a disponibilidade para seguir o sonho, ou perdem-se na zona "cinzenta", engravatada, monótona e desprovida de imaginação, criatividade e sonhos da comunidade - o que é simplesmente triste.
Eu, pessoa que nunca frequentou ballet, escola de música, clube de xadrez nem nada parecido, pessoa que não tem apenas um sonho e que adoraria fazer imensas coisas, espero, apenas, que algum dia encontre a coragem e tenha dinheiro suficiente para viver a vida. Não quero ser uma pessoa resignada com a vida embora aceite as situações que me aparecem à frente e as tente aproveitar ao máximo. Quero viver uma vida colorida e interessante. Conhecer gente. Tocar instrumentos. Jogar xadrez na praia. Dançar em Tokyo, em Londres ou em Sydney. Conhecer os meus ídolos. Fazer algo que faça de mim o ídolo de alguém. Ajudar quem precisa de forma original. 
Já tenho 20 anos. Tenho de por mãos à obra.

xoxo

domingo, 11 de dezembro de 2011

Facebookism's

Eu acredito piamente que, quando arranjar namorado, a minha mãe só vai descobrir por facebook. Não que seja grande fã de andar a anunciar ao mundo que estou numa relação (e/ou complicada/aberta) com individuo x ou y, mas a verdade é que este acto tem-se tornado num verdadeiro ritual para novos casais, sendo que apenas é oficial e socialmente aceite quando alguém adiciona este pequeno detalhe ao seu perfil. 
Como disse o Pierre Bouvier: "I'm really starting to think that the internet may be responsible for the downfall of our civilization.... There. I said it."  - Esta citação não foi propositada nem ligada à minha obcessão como o rapaz nem com os Simple Plan, simplesmente encaixa.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Exagero do Entretenimento


Faz-me uma confusão desgraçada que, se um certo conceito de entretenimento (um enredo, um site, uma ideia, pick your choice) é popular (vampiros, imagens hipsters, imagens cómicas ao estilo 4chan/9gag, etc, etc), as pessoas acham por bem criar 5000 outras variações do conceito pioneiro da 'moda'. Isto traz única e exclusivamente a saturação e a exaustão. Tantas cópias e variações retiram o prazer do entretenimento, a qualidade e até a excitação de ver algo de novo. 
Tudo bem, eu não me importo com mais e mais filmes/livros de vampiros (toda a gente sabe que tenho um soft spot por esses), mas importo-me com as consequências: discussões estúpidas e sem fundamento sobre um tópico tão variado como acontece, por exemplo, quando se fala de música (vejo cada coisa na Internet que é mesmo de carregar no x e tentar não matar alguém virtualmente, embora adore o tópico) ou quando se fala de pessoas com estilos diferentes. No que toca às crescentes páginas de humor à lá 4chan, epá...eu gosto muito de humor, mas tudo o que vejo são traduções e re-traduções de piadas antigas, reposts por todo o lado....ver a mesma piada 5 vezes já cansa, quanto mais 10. 
Esta redundância e falta de inovação cria apenas clones: pessoas clones, programas clones, livros clones. O conceito de inédito perde-se, tornamo-nos em seres todos iguais que discutem por terem opiniões diferentes em vez de quererem partir à descoberta de novidades dentro de um tópico. É necessário andar para a frente e inovar, senão cria-se uma opinião generalizada sobre tudo: ah e tal música pop é uma merda, ah e tal vampiros perderam a qualidade e são gays, ah e tal aquelas pessoas são todas iguais e deprimentes, ah e tal, ah e tal...
Eu mesma caio nestes erros volta não volta, porque é quase impossível ser-se diferente sem se ser criticado, e é fácil criticar-se um grupo de pessoas/livros/filmes/etc que sejam semelhantes. 
O pensar antes de falar, o experimentar antes de por de lado, o inovar e o dar o beneficio da dúvida são conceitos cada vez mais importantes numa sociedade rodeada da cultura pop, das bilheteiras, dos media e das opiniões. 
xoxo

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Civismo, ou a falta de.

Hoje entrei em conversação, com a minha amiga Rafa, sobre as questões do civismo e como as pessoas conseguem não o ter (ou seja, como conseguem ser incómodas e até porcas às vezes). 
Já sabemos que a sociedade peca pela falta de valores, mas há certas situações que roçam o absurdo! Desde as pessoas que escarram em via pública e estações de comboios, até aos senhores, nada respeitáveis, que ajeitam as jóias de família de forma nada discreta, passando por outras violações da liberdade do outro e enojamento contínuo.
Eu não sou nenhuma princesa mas sempre me ensinaram boas maneiras. Dito isto, não gosto nada, mas nada, de ir a passar na rua, minding my own business, e deparar-me com pessoas a berrar ao telemóvel, pessoas a escarrar, pessoas a atrasar o passo dos outros - típico "passear na avenida" - ou o casual DJ altruísta que partilha os seus gostos musicais com o comboio/autocarro inteiro. Epá, não. Eu sou a pessoa que chega ao ponto de se sentir desconfortável a comer com a própria família porque eles, coitados, fazem algum barulho a mastigar e depois têm de ajeitar a placa dentária e depois há o meu pai que consegue ser um bocadito porquito, volta não volta. Sim, sou uma enjoadinha de primeira. E também não consigo dormir com pessoas que roncam.
De qualquer forma, hoje deparei-me com uma série de demonstrações de má educação:

  1. Estava eu muito bem, já chateada com as quase 10 pessoas à minha frente na fila para o microondas, à hora de almoço, quando vejo um sujeitinho odiável com 3, TRÊS, pizzas de microondas. A santa alminha achou por ventura que, como só há um microondas e como, ao meio-dia/meio-dia e meia, a fila cresce exponencialmente a cada segundo que passa, era sensato monopolizar o microondas por quase 20 minutos. É de toda uma inteligência inatingível. Pelo menos intercalava: 1 pizza, uma pessoa, outra pizza, outra pessoa...
  2. Depois de 40 minutos, quase, e depois de almoçada e no seguimento da minha única aula da tarde, fiquei no bar a estudar, como já é hábito. Há que dizer que haviam imensos lugares livres, no entanto eu devo ter mel porque, por 3 ou 4 vezes, estranhas completas vieram sentar-se à minha beira e fazer barulho. Hmm, eu sei que podia ir para a biblioteca, mas eu até aprecio algum movimento quando estudo, no entanto, não ao meu lado! Como resultado, tive de ler a mesma coisa 5 vezes até conseguir assimilar apenas o artigo que estava a ler.
  3. Bem, como qualquer pessoa, também uso a casa-de-banho. Eu odeio casas-de-banho públicas, mas as do bar da minha faculdade nem são muito más. No entanto, hoje, não só não havia papel em 2 dos 3 cubículos, como no único que efectivamente tinha papel, alguém achou por bem não puxar o autoclismo. Dude, que nojo! Só que quando a vontade aperta...Lá puxei o autoclismo e utilizei um daqueles papeis protectores de assento (thank god for those). 
Mas atenção: Isto tudo numa faculdade! Bem que podemos riscar a ideia de que a gentinha da faculdade é mais civilizada, porque isto só prova que não. 
É que uma vez, a coisa passa, mas as pessoas não admitem a falta de civismo nem que a vaca tussa. Eu não digo que sou pura e imaculada no que toca ao assunto, mas faço por ser. Discretismo, civismo e boa-educação - não é complicado!!
Sem querer ser extremista, sem civismo já temos meio caminho andado para a anarquia, meus amigos. Qual é o beneficio de ser um douchebag?

xoxo

domingo, 16 de outubro de 2011

Pessoas do tipo "superior"

Odeio-as! Ou melhor, dá-me vontade de lhes tirar o pau do traseiro. A sério, sou muito aceitadora de todos os tipos e formas de pessoas, mas quando me aparecem estas marias ou maneis que têm a mania que sabem mais que o comum mortal só me apetece berrar-lhes umas verdades. Se eu quisesse uma ordem eu pedia a alguém que "mande" em mim, se eu estou ocupada não me venham com merdinhas e se eu estou a fazer algo, não assumam que o estou a fazer mal só porque não estão a ver bem o que estou a fazer. Chill down, pensem no que querem mesmo dizer e vão chatear outro.
Sincerely, I don't fucking care what you think.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Damned Fueled By Ramen

Não custava muito enviarem stuff para Portugal se eu ajudasse a promover o vosso crappy event. Sim porque é crappy. No minimo só tinham MAIS publicidade e mais interesse por parte de portugueses e europeus. Só ganhavam com isso a sério. Mas okay. 
Continuem na vossa "US ONLY BITCHLOL" onda que quando entrarem em banca rota eu riu-me! Nem os Panic! at the Disco quiseram tocar no vosso evento.
Bem que começavam a promover a vossa companhia na Europa (leia-se: Portugal). Toda a gente era mais feliz. Eu tinha concertos, vocês dinheiro. Win/Win situation.

lol sim, frustration rant sobre uma editora musical. bear with me.

sábado, 23 de julho de 2011

I must be made off rainbows and kitties and good things

Aparte do meu lado mais sádico e mórbido eu simplesmente não sei lidar com a tristeza alheia e com a desgraça. O que é um enorme bloqueio na minha futura carreira como Psicóloga.  
Especialmente por odiar frases feitas - pois penso que essas mostram que a pessoa não se importa ao ponto de racicionar por ela própria a dor que possa ser para a "vítima" e apenas demostra que a pessoa se considera superior e all-knowing (embora em certas situações seja normal dizê-las e notar-se a preocupação de quem a disse) - quando me dão "más notícias" nunca sei o que dizer, congelo, olho para a pessoa em questão e as palavras não saem. Costumo ser uma pessoa fria, sim, no entanto, a tristeza dos outros afecta-me profundamente (mais do que a minha própria tristeza se me forem chegados) pelo que me irrita profundamente não conseguir dizer-lhes o quanto me preocupa, o quanto os quero ajudar. 
E depois existem as desgraçadas da humanidade, furacões, guerras civis, atentados, o mais recente ataque na Noruega. Eu simplesmente não consigo relacionar-me com algo tão enorme, o que me faz sentir uma selfish insensible bitch às vezes. O ataque à Noruega preocupou-me porque tenho uma amiga norueguesa que está de férias numa das ilhas, e nem eu nem o nosso circulo conseguia contactá-la. Mas, fora a segurança dessa única pessoa, eu realmente não me relaciono. Sim, fico triste por existirem humanos que façam tais actos a inocentes. Mas além disso, nada.
E depois disseram-me (ou melhor a minha time line do twitter foi invadida pela informação) que a cantora Amy Winehouse morreu. A minha reacção foi simplesmente "woa." e daí não passa. O mesmo aconteceu quando disseram que o Angélico Vieira tinha morrido. Tenho pena pelos que ficam cá a chorar, mas pelos que partiram realmente não tenho grande coisa a dizer.
Gostava de conseguir dizer algumas palavras de esperança e conforto quando confrontada com estas situações, mas realmente tudo o que posso dizer é "It will hopefully be okay".
Ser uma pessoa demasiado positiva é awkward.

xoxo