Hoje fui ao meu primeiro Nano-meet.
Coisa mais não-produtiva de sempre, mas bastante giro! Trocamos dicas, comemos, dizemos parvoíces, falamos de porno e...especial de Lisboa...levamos peluches! Ganhei uns stickers bacanos que já pus no notebook, um mini calendário/pseudo-postal do Nanowrimo e um pin fofinho.
Aprendi que quando vou no comboio posso beneficiar de escrever no telemovel e depois enviar por email o que escrevi para o pc, que tudo o que escrevamos de original durante Novembro conta, mesmo que sejam casos isolados de prosa, poesia ou o raio. Aprendi também que somos todos (bons) loucos. O pessoal é super descontraído. Estou ansiosa pelo próximo, a ver se consigo escrever mais e melhor, porque neste escrevi (contando com o que escrevi no comboio) 1000 palavras. Ao todo, já tenho - com que escrevi agora à noite - 15,835 palavras. Estou cerca de 1000 palavras atrasada em relação ao objectivo do dia 10 (1,666) mas ontem e antes-de-ontem estive muito ocupada e demasiado cansada para pegar nisto.
Estou numa parte muito introspectiva da história, na medida em que ambas as MCs (Main Characters) estão numa fase de avaliação de atitudes e sentimentos, que embora seja muito giro de se ver é complicado fazer fluir num estilo de pensamento que não o meu, o que terei de trabalhar.
Aqui vão algumas passagem-zitas e cenas:
Deviam ser umas três da manhã
quando Josh acordou. Ultimamente não conseguia dormir uma noite seguida,
acordava frequentemente, sem razão nenhuma. Ou melhor dizendo, sentia que havia
algo em falta. Não era o seu organismo a disparar, não, nos últimos tempos
encontrava-se estável mas era algo no seu interior. Uma ansiedade que lhe
consumia o espírito. E Josh apostava que no sentido quase literal – não
acreditava na ansiedade como um aperto, para ele era como se lhe sugassem o
espírito e restasse apenas um vazio.
+++
O choque foi grande mas agora
Josh percebia cada sinal. Percebera, a mal, que quando amamos alguém não os
sentimos a afastar, ou simplesmente negamo-lo com todas as nossas forças,
pensando que é nossa imaginação, obra de sentimentos mesquinhos de ciúme.
Mais uma vez decidiu
aproveitar-se da companhia de Ingrid. Não queria estar sozinho, pensar de mais
sobre o assunto. Nessa noite foi quando Josh percebeu o quanto custava a Ingrid
não tentar averiguar as razões que levavam Josh a estar infeliz – via-se no
olhar da ruiva – o que fez com que o rapaz se sentisse pior. Mas Ingrid tinha
um jeito especial para fazer com que Josh sentisse bem. Não era excessivamente
faladora, não tentava em demasia para o alegrar, mas sabia o que dizer, quando
dizer e o seu olhar, sobretudo, era como se fosse mágico para Josh.
+++
Na verdade, estava frustrada. Não
conseguia adormecer. Josh sempre a passear-se pela sua cabeça. Eram frequentes
as manhãs em que acordava com uma das suas canções na cabeça. Pequenas
ninharias faziam com que Ingrid se lembrasse do rapaz. Desde bocados de papel
rasgados a bocados de cenoura.