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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

NaNoWriMo: The last day

(Imaginem uma música tenebrosa/dramática aqui)

 Pois é meus amigo/as! Chega ao fim o mês em que me comprometi a escrever uma Novel. Não consegui atingir o objectivo de 50.000 palavras, como já esperava, mas fiquei com umas modestas 21.546. Desde dia 15 até agora o meu tempo para escrever tem sido reduzido e/ou inexistente, por isso não consegui avançar. No entanto, parece-me que vou reescrever e editar o que tenho, e tentar acabar a história, aos poucos. 
 Para o ano vou participar de novo, certamente, e já tenho em mente umas dicas de como avançar mais rápido na escrita. 
 E, se calhar, perguntam vocês: Mas o dia ainda agora começou! Porque não tentas escrever mais até logo? - Pois, vou trabalhar "logo" e depois vou socializar com amigos (sim, tem dias que faço isso). 

 Fazendo um balanço de tudo: estou feliz por ter participado e não me entristece não ter chegado ao fim.

domingo, 25 de novembro de 2012

Limpezas de Outono aqui no blog

Ora bem, uma das melhores formas de procrastinar é arrumar coisas e pareceu-me a mim que o blog precisava de um banho de mudança. Assim, arranjei um tema todo xpto (já lá vão os dias em que tinha paciência para codificar um template completo e fazer mais do que uma header aqui e ali) e organizei a "tralha".
O link que diz "shorts" direcciona para os textos que escrevi "criativamente". Ou seja, as histórias exclusivamente. Adicionei também um widget para o meu instagram porque, olhem, me apeteceu publicitar. De resto estamos na mesma. 

E o nanowrimo vai correndo, mas estou mais de 20000 palavras atrasada devido aos trabalhos de faculdade, no entanto, tenho imensas ideias para compor o romance, mesmo fora do contexto do desafio!

Agora, até já que tenho algo a escrever!

sábado, 10 de novembro de 2012

NaNoWriMo: Dia 10

Hoje fui ao meu primeiro Nano-meet.
Coisa mais não-produtiva de sempre, mas bastante giro! Trocamos dicas, comemos, dizemos parvoíces, falamos de porno e...especial de Lisboa...levamos peluches! Ganhei uns stickers bacanos que já pus no notebook, um mini calendário/pseudo-postal do Nanowrimo e um pin fofinho. 
Aprendi que quando vou no comboio posso beneficiar de escrever no telemovel e depois enviar por email o que escrevi para o pc, que tudo o que escrevamos de original durante Novembro conta, mesmo que sejam casos isolados de prosa, poesia ou o raio.  Aprendi também que somos todos (bons) loucos. O pessoal é super descontraído. Estou ansiosa pelo próximo, a ver se consigo escrever mais e melhor, porque neste escrevi (contando com o que escrevi no comboio) 1000 palavras. Ao todo, já tenho - com que escrevi agora à noite - 15,835 palavras. Estou cerca de 1000 palavras atrasada em relação ao objectivo do dia 10 (1,666) mas ontem e antes-de-ontem estive muito ocupada e demasiado cansada para pegar nisto. 
Estou numa parte muito introspectiva da história, na medida em que ambas as MCs (Main Characters) estão numa fase de avaliação de atitudes e sentimentos, que embora seja muito giro de se ver é complicado fazer fluir num estilo de pensamento que não o meu, o que terei de trabalhar.

Aqui vão algumas passagem-zitas e cenas:
Deviam ser umas três da manhã quando Josh acordou. Ultimamente não conseguia dormir uma noite seguida, acordava frequentemente, sem razão nenhuma. Ou melhor dizendo, sentia que havia algo em falta. Não era o seu organismo a disparar, não, nos últimos tempos encontrava-se estável mas era algo no seu interior. Uma ansiedade que lhe consumia o espírito. E Josh apostava que no sentido quase literal – não acreditava na ansiedade como um aperto, para ele era como se lhe sugassem o espírito e restasse apenas um vazio.
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O choque foi grande mas agora Josh percebia cada sinal. Percebera, a mal, que quando amamos alguém não os sentimos a afastar, ou simplesmente negamo-lo com todas as nossas forças, pensando que é nossa imaginação, obra de sentimentos mesquinhos de ciúme.
Mais uma vez decidiu aproveitar-se da companhia de Ingrid. Não queria estar sozinho, pensar de mais sobre o assunto. Nessa noite foi quando Josh percebeu o quanto custava a Ingrid não tentar averiguar as razões que levavam Josh a estar infeliz – via-se no olhar da ruiva – o que fez com que o rapaz se sentisse pior. Mas Ingrid tinha um jeito especial para fazer com que Josh sentisse bem. Não era excessivamente faladora, não tentava em demasia para o alegrar, mas sabia o que dizer, quando dizer e o seu olhar, sobretudo, era como se fosse mágico para Josh.
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Na verdade, estava frustrada. Não conseguia adormecer. Josh sempre a passear-se pela sua cabeça. Eram frequentes as manhãs em que acordava com uma das suas canções na cabeça. Pequenas ninharias faziam com que Ingrid se lembrasse do rapaz. Desde bocados de papel rasgados a bocados de cenoura. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nanowrimo: Dias 7 e 8

Não postei ontem porque sou uma pessoa ocupada, mas foi um dia produtivo (cof escrever nas aulas cof), escrevi 2,777 palavras mais ou menos coisa. 
Já nem sei qual será o rumo que a história irá tomar porque as ideias que me aparecem são muitas vezes contraditórias. Andamos aqui num "vai que vai, vai que não vai". Hoje não escrevi nada e não devo escrever mais que 500 palavras pois só vou chegar a casa às tantas da noite e não tive oportunidade de escrever durante as aulas.

Entretanto não vou partilhar passagens nenhumas hoje porque estou a tentar tomar atenção a uma aula e estou numa parte um bocado experimental. Diga-se apenas que segui um conselho muito bom e introduzi um mini conflito e dei um objecto curto à minha personagem principal.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nanowrimo: Dias 5 e 6

Ontem, mais uma vez, não tive tempo para escrever muito e estava demasiado cansada para postar decentemente. Hoje, para compensar o defice e atingir o minimo de palavras, escrevi 2,309 palavras. Talvez ainda escreva mais umas quantas antes de ir dormir.

O problema agora é dar continuação, fazer o "build up" para que os acontecimentos se possam dar. Estou cada vez mais convencida que o trabalho de edição vai ser puxado! Mas de vez em quando existem momentos eureka!
Por exemplo hoje criei uma personagem que, embora secundária, adoro. Simplesmente fluiu naturalmente. 

Posto isto. Tomem lá segmentos:

“Porque, nesta vida, tudo vem grátis não é?” Como poderia Ingrid simplesmente trocar de apartamento, tendo em conta que nem dinheiro para pagar a renda tinha, e trocar de trabalho se nem para bartender servia – visto nem se lembrar de como perfurou um pulmão.
“Sabes que não o quis dizer dessa forma.” Ingrid ouviu um suspiro do outro lado da linha. “Mas preocupa-me que continues aí.”
Houvesse alguém que pensasse assim. Não era a primeira vez que a rapariga pensara em mudar-se, mas a verdade abatera-se sobre ela todas as vezes, não tinha um tostão em seu nome.
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O silêncio apertava. Do outro lado da linha Josh riu-se também. Um riso também estranho na sua essência, mas o súbito pânico de Ingrid fez com que a rapariga não reparasse nisto.
“Eu…estava apenas a brincar. Acho melhor que ambos vamos dormir. Tenho saudades tuas, Ingrid.” Quase não teve tempo de responder antes que Josh desligasse o telefone.
O gelado, há muito esquecido, derretia dentro do seu recipiente. Ingrid deitou a cabeça nas costas do seu velho sofá de pele, reflectindo sobre o que acabara de acontecer.
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O melhor do Blues era que todo o mal era interno. Só os moradores, os traficantes que por ali operavam e os clientes habituais daquele bairro, é que estavam sujeitos a que algum mal lhes caísse em cima. Se quisesses deixar o bairro mas houvesse contas a acertar, não conseguirias sair. No caso de Ingrid, se ela se quisesse mudar não enfrentaria objecções. Nunca dera confianças a ninguém, nunca tivera contacto com nenhum crime – aprendera, com a tia, que após as três da manhã não poderia sair à rua e que se se ouvissem tiros o melhor era fechar os olhos – e nunca aceitara favores de ninguém.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Nanowrimo: 3 & 4

Pois bem entre ontem e hoje só fiz o mínimo requirido para atingir as 1667 palavras diárias (que é portanto a média de palavras por dia para atingir o objectivo).

Estava hoje no comboio quando muita coisa me fez sentido na cabeça. Já está tudo anotado para em Dezembro rever! Outra coisa que me ocorreu no comboio foi um nome para a história! (yey!) Mas ainda é segredo! 

Passagens, passagens:
Um dia, Josh perguntara-lhe porque o aturava. “Não gosto de televisão e as enfermeiras não têm um rádio para mim. Mas se me começares a chatear muito mando-te daqui para fora.” Dissera com um sorriso. Por muito pessimista que Ingrid fosse em relação ao mundo, tinha fé no rapaz.

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“Não tens o direito de dizer isso. Não tens o direito de acabar com a tua vida.” O tom da rapariga era claro, estava irritada e isso tornava as suas palavras ainda mais penetrantes. Levantando-se da cama, saiu do quarto, sem olhar para trás.
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Ingrid apertou a camisola que Josh usava por cima do pijama do hospital, com a cabeça encostada ao seu ombro, permitiu-se a fechar os olhos e saborear o momento. Josh era o que Ingrid tinha mais parecido a família. Tinha sido a sua âncora nas ultimas semanas e não havia maneira de pagar isso.
Afastou-se, lenta e relutantemente, de Josh, olhou-o nos olhos e sorriu. 

sábado, 3 de novembro de 2012

NaNoWrimo: Dia 2

   Tal como antevi, este fim-de-semana não terei tempo para escrever quase nada entre o trabalho e a preparação da minha festa de anos. No entanto hoje atingi as 1500+ palavras, contando sempre a partir da meia-noite passada.
   Desta vez já fiz pesquisa sobre algumas doenças e já delineei melhor aspectos chave das duas personagens principais. Agora tenho de pensar em fazer a história avançar em termos de acção do enredo principal. 
   Hoje não me deparei com mais dificuldades, pois quase não escrevi, mas tenho bem presente em mente que preciso de rever o primeiro capítulo.

Algumas passagens mais recentes:

De volta ao seu quarto, ocorreu a Ingrid explorar a folha rabiscada que encontrara, com os acordes. Estava escrita numa caligrafia muito pouco perceptível – Ingrid supôs que pertencesse a um rapaz. Esticou a folha, contra-luz, em frente à sua cara. Não era uma acção com nenhum propósito específico, mas a ruiva esperava ter algum tipo de revelação. Quem era a pessoa que andava a deixar papéis no seu quarto? Porquê? Quando?
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A suave melodia de uma guitarra acústica começou a invadir os ouvidos de Ingrid. Abriu os olhos, tentando focar o cenário. A melodia continuava, com o som da chuva como música de fundo. Focou a janela embaciada e voltou a sua cabeça para o lado até que viu, sentado na sua cama, um rapaz.
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“Gosto mais de pensar no assunto como serviço comunitário. Providenciei música para acalmar os teus sonhos mais turbulentos, ajudando assim à tua recuperação. Aposto que é algum tipo de terapia famosa.” Olhava-a nos olhos, sempre sorridente. “Por acaso não encontraste nenhum dos meus rascunhos? Ando sempre a esquecer-me deles.” Passou a mão pelo cabelo escuro e desarranjado, provavelmente tentando lembrar-se de algum rascunho que perdera recentemente.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nanowrimo: Dia 1

Vamos lá começar então!
Ainda não sei se vou escrever sobre o meu progresso todos os dias ou só às vezes (porque de certeza que me vou esquecer), mas a verdade é que este mês o blog vai ser basicamente um "diário de escrita".
Começei a minha aventura assim que deu a meia-noite de dia 1 de Novembro (porque todos os meus planos de halloween ficaram fechadinhos na gaveta). Das 00h às 2h30 da manhã escrevi cerca de 1219 palavras, sendo que das 20h30 até às 22h30 escrevi até às 2,287, mais ou menos palavra.

Já nesta primeira maratona de escrita me deparei com várias dificuldades:
> A primeira parte da história lida com condições médicas sobre as quais não pesquisei previamente, vou precisar de editar esta parte no final. 
> Apercebi-me agora que deveria ter delineado, mais ou menos, os capitulos e a sua progressão, embora tenha uma ideia do rumo da história, a verdade é que decidir onde acaba um capitulo e começa outro é complicado. Mas eu odeiooo planear.
> Decidi chamar o meu protagonista Josh. E depois, basicamente, obtive o Josh Franceschi (em termos de ser um rapaz alto de cabelo escuro e olhos azuis), com alguns aspectos diferentes mesmo assim, por isso o nome será provisório, e já mudei alguns aspectos da personagem para não parecer que estou a escrever sobre o Sr. Franceschi, embora seja uma grande fã e tenha passado o dia a ouvi-lo cantar.
(Fun fact, agora tenho um poster do Josh Franceschi muito motivador, se não olhem a imagem no final do post.)
>Hoje li um tweet brilhante que dizia algo para o efeito de "todas as main characters têm de desejar algo em grande, o plot passa pelos obstáculos que ultrapassa para o alcançar" e  percebi que tinha de delinear melhor o que a minha portagonista deseja.
>>> Tudo isto faz com que o primeiro capitulo seja muito "palha" e experimental.

Mas, editar só em Dezembro.

Aqui ficam algumas passagens do texto:
 À sua volta ouvia murmúrios, vultos desfocados iam e vinham e, por muito que tentasse pedir ajuda, só conseguia sentir o sabor metálico do seu próprio sangue. Quem diria que o seu fim seria devido a uma faca de serrilha, mal amolada, propriedade de um bar de terceira categoria. 
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Escuridão total, era o que a rodeava. Estaria inconsciente, em coma, ou finalmente morta? Tentou mexer os braços, as pernas – não sentia nada, era apenas uma consciência perdida num mar de ausência de luz, respirar tornava-se mais fácil com o passar do tempo. O silêncio era ameaçador, mas cedo cedeu lugar a um bip constante que ia ganhando espaço naquela dimensão e que se tornava mais nítido a cada repetição. 
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Desta vez, uma folha inteira, jazia ao lado do copo. Esta encontrava-se mais riscada do que escrita. Ingrid identificou o que pareciam ser acordes de guitarra num dos cantos do papel – o seu pai costumava tocar guitarra quando Ingrid era uma criança, e muitas vezes viu o pai anotar acordes à frente de letras de músicas populares na sua cidade, de modo a adaptá-las. Num outro canto encontravam-se palavras soltas – parecia o rascunho de uma canção. 
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E pronto, mais não digo! Fiquem com a bela imagem que prometi:
A imgem do link mostra um Josh mais novo, ou pelo menos de cabelo arranjado e barba feita. Mas juro que são a mesma pessoa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nanowrimo: the countdown

Faltam pouquinhas horas para me lançar de cabeça neste projecto. Já delineei pontos chave da histórica mas ainda tenho um longo caminho a percorrer. Estou muito, mas muito ansiosa. Vamos ver se consigo comprometer-me a isto, pois Novembro é um mês algo crucial para a faculdade.
Vou com certeza dar noticias ao longo do mês sobre o progresso (ou não) da história. Talvez depois mostre algumas partes, se interessar a alguém. Para falar um pouco da história:
Uma jovem adulta, Ingrid, que conhece um rapaz, quando é internada devido a um ataque do qual é vitima. Ingrid é proveniente de um ambiente muito pouco propicio a crianças e adolescentes - um mundo de droga e vicios, chamemos a este sitio "Underground". Já o rapaz é o outro lado da moeda. A história cresce à volta da descoberta, auto-conhecimento muito drama e romance. 
A S. ficou super surpreendida por eu, geek natural, não escrever nada com vampiros, sci-fi ou a mínima pitada de fantasia, na realidade morro de amores por escrever coisas simples. Quanto a esta sinopse, retirem que eu de facto ainda não dei nome ao moço, estou a batalhar com este promenor ainda.
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