quinta-feira, 28 de junho de 2012

Futebol e patriotismo e afins

 Se há coisa que me faz comichão à alma é este fanatismo do futebol. Epá tudo bem, respeito quem gosta de futebol e é fã de equipa X ou Y e apoia a selecção do seu país, também eu tenho fanatismos por outras coisas. Mas, a partir do momento que oiço coisas do estilo "não há coisa que una mais o país que a selecção" ou "se não vibras com isto não és patriota" ou "não acredito que não apoias a selecção, não és um/a português/a decente" ou qualquer outra afirmação semelhante, o meu alarme dispara. 
 Primeiro que tudo, é triste que o povinho considere que o futebol é a única coisa pela qual se devam unir, então e, sei lá, trabalhar juntos para fazer o país avançar economicamente? 
 Depois, não sou de modo nenhum obrigada a vibrar com futebol só porque é a selecção que joga. Sou capaz de ver um jogo de ano a ano porque vejo com amigos meus, e na altura claro que torço por Portugal, mas quando o jogo acaba não fico fodida da vida só porque perdemos. 
 E continuando no caso da derrota, cai sempre o Carmo e a Trindade sobre mim se sequer me atrevo a dizer que não me aquece nem me arrefece se perdemos ou não. Se me riu sequer um bocadinho do grau de ridículo que certos amigos meus atingem quando Portugal perde, ui, quase que sou morta!
 Percebam meus filhos: fanatismo é aquela coisa bonita pela qual condenamos os terroristas islamitas. Logo não me condenem por não ser fanática por algo que me parece pointless. Não sou patriota no que toca ao futebol e não me parece que isso vá mudar subitamente. Aliás, Portugal, enquanto sistema/governo/população, dá-me muito poucas razões para me sentir patriota. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Como é que eu não odeio esta criatura ainda

Tenho amigos/colegas mesmo adoráveis, eu. Vejam toda a colectânea de pérolas que saiu da boca de um único ser, hoje. Ordem aleatória:
  • "Pareces mesmo uma daquelas bonecas...como é que se diz...porcelana!..Por causa desse cabelo *gesticula o meu corte de franja*" (ao que eu fiz um olhar de wtf) "É um elogio!"
  • "Ela só veio para aqui para mostrar os collants novos...(os meus collants são os mesmos de sempre, disse eu com um olhar de "estás mais parvo que o costume porquê?")...para mostrar huuh...(não percebi o que se seguiu)"
  • "O que é que o teu colar diz mesmo?...*ri-se* Look at my boobs é? e depois em baixo 'what boobs' *continua a rir*" (lá por eu poder gozar com a minha falta crónica de seios, não quer dizer que tu possas?)
  • (meio de uma qualquer conversa) "É, é eu sou namorado dela sim" "Muito me contas, tu!" "Quer dizer, não, tu é que és minha namorada!" (lógica de rapaz, vá-se lá entender)
  • (poderia continuar mas esqueci-me das restantes)
É este o tipo de pessoas com quem me dou e a quem chamo meus amigos. Okay, pronto. Eu vou atribuir a crescente estupidez do moço em questão ao facto de ele ter acordado cedo hoje, provavelmente, tendo em conta que me disse ontem que estava de directa. 
Juro que ele costumava ser uma pessoa simpática e querida. Não sei o que se passou no intervalo de tempo em que não o vi. Pelos vistos, 5 meses mudam muito uma pessoa.

P.S.: Este tipo de comentário acontece on a daily basis e eu tenho baixa tolerância à estupidez, no entanto, a verdade é que ele me faz rir 3 em 5 vezes. Nem que seja de incredulidade, se é que tal palavra existe.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coincidências ou inesperados

Adoro dias que correm bem devido ao acaso, assim só por coincidência inesperada (coisa em que não acredito muito mas...). Porque decidimos fazer X em vez de Y, ou porque apanhámos o comboio à hora Z. O verdadeiro significado de no sitio certo à hora certa nunca deixa de me surpreender. Tendo em conta que acordei "atrasada", que nem estava com grande espírito para nada mas depois até me deu para aperaltar-me um bocadinho e que não cedi à minha mãe quando ela refilou por eu andar "sempre a correr", que fiquei sem bateria no Ipod e que já não podia ver material de estudo à frente, o resultado foi bastante agradável. 
Dias destes é que fazem valer a minha semana. 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Complicadices e como descomplicá-las

 Num qualquer delírio pré-sono comecei a pensar e a verdade é que, muita gente (e mais especificamente, eu) gostam de complicar a vida.
 Ris-te de mim? De certo estavas a pensar algo mais profundo de tens de partilhar, não te podes ter rido só porque és parva! Isto aconteceu-me hoje. Eu muitas vezes riu-me das pessoas só porque elas são uma existência cómica, ou exactamente porque eu sou parva e ao rir-me das pessoas riu-me de mim. Mas, a pessoa em questão continuou a pensar que me estava a rir por algum motivo mais profundo.
 Gostas de mim? Então vá, 'bora passar às encriptações e jogos mentais! Este foi o ponto fulcral do meu delírio. Porque é que não posso simplificar, chegar à criatura em questão e convidá-la para fazer algo? Porque é que o meu cérebro acha por bem meter-me todas as dúvidas possíveis na cabeça - "ele vai gozar contigo", "ele gosta da outra", "ele não está minimamente interessado", "vão falar sobre ti", "vais ser rejeitada", "não sei como te tens em tanta consideração, já te olhaste ao espelho?". Toda esta ansiedade dissimulada dá cabo da minha determinação em ser simples e leva-me a sentar-me no banco a ver os dias passar. E depois claro que de complicado passa a impossível e passa a "oops a tua vez já passou". Não só se aplica ao presente, mas que nem uma luva ao passado. 
 Um dia espero ganhar as bolas necessárias para des-complicar e dizer tudo o que me vai na alma. É claro que aí as pessoas vão achar que sou ainda mais arrogante e de pior feitio.
 É que e mesmo que falem, ou que me rejeitem....what of it? Só saberão tanto das minhas intenções como eu sei das deles, posso muito bem sobreviver. É como jogar no euromilhões e errar, tenta-se novamente outro dia, ou com outra pessoa. 
 À boa moda cliché: a vida continua e o tempo não espera por ninguém, carpe diem e todas essas coisas que muita gente declama e poucas vivem.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

De pensamentos

 Pessoas aprendam que eu não duro sempre - é possível estar-se em standby mental, é possível não estar a pensar em nada. Chama-se relaxar. Não tenho esse hábito mas de vez em quando até sabe bem. Não entremos em detalhes sobre as pessoas que vivem permanentemente neste estado.
 A questão em mão é: se eu digo que não estou a pensar em nada, então aceitem. Não me venham com conversas do "não me queres é dizer". Toda a minha misteriosidade ou falta dela não tem nada a ver com eu estar a relaxar, de eu dizer que "não estou a pensar em nada", querem o quê? Que diga "ah não, estava só a pensar que realmente é uma merda que amanhã esteja a chover". Mas qual é o interesse? Isso classifica-se como "nada" na minha escala. Se eu estivesse de facto a pensar em algo e não quisesse dizer, a minha resposta imediata seria algo como "não tens nada que ver com isso" e, embora o passasse como uma piada, estaria a falar mais que a sério.
 Isto para introduzir um bom tema: Odeio que tentem "espreitar para dentro de mim", tenho uma mente inconsistente e odeio que as pessoas tentem cavar demasiado fundo, especialmente quando não as conheço há muito tempo. E mesmo que conheça. Se não "vem à baila", ninguém precisa de saber. Gosto de manter a minha vida minha e privada, se não publicava uma biografia ou contava a todo o mundo todas as minhas fails e segredos. 
 E depois insistem que eu estou a esconder algo como se lhes devesse algum tipo de satisfação...Erhm, não te estou a esconder o número do euromilhões, não te roubei nada, não matei ninguém, kindly fuck off. Deve ser por isto que sou solteira...de entre toda uma lista infinita de características que também contribuem para esse facto.

domingo, 3 de junho de 2012

Barista Business #27

O bom ou o mau de trabalhar com brasileiros é que, eventualmente, alguns regressam ao seu país de origem. Duas das melhores pessoas com quem já trabalhei fizeram exactamente isso, e juro que mesmo que só os tenha conhecido por 6 meses, parece que já estavam na minha vida há bem mais tempo e tenho imensas saudades deles.
Minha rica Amanda e meu Fernando!

Depois há aqueles com quem preferia nunca ter trabalhado

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Eu e Tu

  Eu não sou adorável. Não sou amável. Não sou carinhosa. Sou imprudente. Sou impulsiva. Sou agressiva. 
Sou tudo de mau. Sou fria. Não cedo à multidão. Sou irónica. Sou sarcástica. Não tenho ponta de inocência. Não sou envergonhada mas sou desajeitada. Sou calada mas tenho o pavio curto. Não digo o que penso e não penso no que digo. Sou incompreendida. Guardo para mim. Escondo de todos. 
  Tu fazes-te parvo. Fazes-te comediante. Dás sorrisos e vendes boa disposição. Tens a resposta na ponta da língua. Gozas e gozas mais um bocadinho. Exiges e pedes. Olhas muito e dizes pouco. Escondes de mim. Escondes dos outros. Mas dizem seres romântico. Dizem que és o homem da sua vida. Dizem que és um poço de simpatia. Dizem tudo de bom. 
  Oposto a mim, sou oposta a ti. Somos que nem filme. Somos irritantes. Irritamo-nos. Gozamo-nos. Sorrimos. Deitamos a língua de fora. Dizemos verdades a brincar e brincamos com verdades. Proferimos amor falso e escondemos o que possa ser real. Somos defeituosos. Somos falsos. Somos cúmplices. Somos nós. 


P.S.: Apteceu-me.