terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Intimidade

Isto é algo que me tem vindo a perseguir nos últimos tempos. Ora bem, por muito socially awkward que eu seja, a verdade mais verdadeira de todas é que eu adoro fazer amigos e conhecer pessoas novas. E até aí tudo bem, o problema dá-se quando as amizades se tornam mais intimas ou próximas ou o que lhe queiram chamar: sinto-me um bocado encurralada em certas relações que eu própria desejei forjar. Não é algo que ocorra 24 sobre 24 horas, mas existem certos momentos em que esse pensamento me atinge, quase aleatoriamente. Isto leva a eu não contar certas coisas a certas pessoas ou a manter contacto mínimo com elas, embora no fundo continue a considerá-las queridas amigas.
Eu já sabia que tinha problemas de relacionamento social, mas isto é um bocado anti por demais. Nunca me considerei uma pessoa demasiadamente reservada, embora seja verdade que raramente partilho detalhes da minha vida mais privada com a maioria dos meus amigos.
É também possível que seja uma alteração de personalidade provocada por exposição prolongada à Internet e que passará quando me habituar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O meu bebé novo. Sempre disse que touchscreen não era para mim mas esqueçam lá isso. Cedi e até me estou a dar bem com ele. Já ando à caça de coisas para o personalizar como isto e isto. Até é cor-de-rosa e tudo reparem bem: Eu raramente uso ou compro coisas cor-de-rosa! Mas neste caso lembra-me do telefone do A Study In Pink o que é sempre bom (P.S.: não o comprei com isso em mente, até pensava que era o preto que ia comprar).


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fotossíntese Humana

De tempos a tempos sou como uma flor: o sol dá-me toda a energia que preciso. Faz-me feliz, torna-me activa. Não consigo estar quieta, perder tempo a olhar para o nada torna-se impensável e mal posso esperar por acordar de manhã. A uns a Primavera traz o amor, a mim traz-me uma personalidade saudável. Por exemplo, hoje vou entrar às 5 (no trabalho), o que significa que só tenho de sair de casa às 4. Isto trouxe imensas ideias sobre o que poderia fazer até lá. Visto não ter nada relacionado com a faculdade para fazer, as possibilidades são enormes: posso escrever, ler, ver filmes, desenhar, brincar com o Photoshop, poderia até limpar o quarto (excepto que como ontem passei o dia acamada, hoje ainda não tenho energia suficiente para isso). 
Acho que vou aproveitar o facto de não ter de estudar para fazer uma maratona de Doctor Who.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Teatricalices

É só para dizer que, , podem tirar o actor do teatro mas não podem remover o teatro do actor. Faz-me tanta falta representar que não têm ideia. Posso não ser das melhores actrizes que Portugal já teve mas não duvidem que tenho paixão por aquilo. Ultimamente tenho andado a pensar mais nisto pois uma amiga minha mencionou querer entrar numa escola superior para a qual ponderei ir caso quisesse seguir Teatro ou Cinema (o útimo não como actriz, mas.) e ontem fui pré-recrutada para o grupo de Teatro da minha faculdade (para o próximo ano).

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Barista Business #18

Há dias em que a parvoice é demasiada. O cansaço toma conta e damos por nós a falar de gatos e comida chinesa e porcos radioactivos. É sempre engraçado, mas depois vem um cliente e eu não consigo parar de rir enquanto os atendo.
Tenho pena senhores e senhoras. Mas I'm not sorry.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Barista Business #17

A nossa verdadeira chefe está quase a voltar do Brasil. As cenas estão cada vez mais estranhas na loja: toda a gente, ou quase toda, concorda que a nossa manager do momento é um bocadinho trapalhona, o que leva a bastantes conflitos; os horários andam estranhos como tudo, estão sempre a ser alterados; chegaram novas ferramentas e mudaram a forma de fazer certas coisas, mas se não forem as minhas colegas a dizer-me, nenhum dos higher-ups se lembra de me instruir nas ditas cujas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Do Dia dos Namorados

Não me considero apaixonada ou profundamente enamorada de ninguém. Sinceramente acho que nunca me senti de tal modo - uma coisa são paixonetas parolas, outra é amor. Vão ver a teoria de Sternberg se têm dúvidas. 
Assim sendo, o Dia dos Namorados, ou de São Valentim, ou das Empresas Chocolateiras e Floristas, lda. nunca me disse mais do que "meu deus isto é tortura?". Vinte anos (bem não tantos mas não me lembro do momento em que tomei consciência desta data) de aturar propaganda e coisas lamechas às quais nunca tive direito. Mind you, já tive relações mais-ou-menos amorosas. Quando era uma pré-adolescente. Mas isso é uma história que não é para aqui chamada. O ponto fulcral é este: o Dia de São Valentim é algo que me parece injusto. 
Os casalinhos são todos felizes e melosos neste dia, ainda mais do que nos restantes 364 (ou 365 se forem anos bissextos) o que me causa, não cáries, como uma pessoa qualquer disse num post que fiz no facebook - porque isso implica eu "engolir" a melosidade de bom grado - mas sim náuseas - por favor parem. É tudo muito fofinho e flores e peluches e prendinhas etc e tal, mas há pessoas que exageram. 
E agora vem o outro lado. Há quem pense que quem diz mal do dia de São Valentim é simplesmente invejoso e solteiro. Well, damn right! E não me venham com coisas de "há mas eu não..." porque é verdade. Até eu, sarcástica, coração congelado e geralmente apagada de qualquer gesto carinhoso, o afirmo: tudo isto é inveja e cobiça. Se calhar não pelas mesmas razões, mas eu também quero ter alguém que goste de mim romanticamente e também quero ter alguém de quem eu goste tanto que me dê aquilo a que os autores de romances e novelas chamam "borboletas na barriga/no estómago", também quero flores e peluches e chocolates e postais (mostly os peluches e os postais, embora não diga que não a uma tablete de milka morango). Quero alguém que me compreenda tão profundamente que saiba como me fazer sorrir e como me impedir de chorar. Mas não tenho tal pessoa, nem de longe nem de perto. Embora de longe, seja uma perita em paixonetas vazias. Uma estudiosa mesmo. 
O Dia dos Namorados é pois um dia que serve para me lembrar que continuo que nem estátua viva à espera que alguém me dê uma moeda para me mexer. E assim aqui continuarei, mais um ano, mais 366 dias, porque o ano é bissexto, à espera que para o ano seja "o ano" - é algo que eu e uma amiga minha dizemos todos os anos: "este é o ano em que arranjamos namorado" -, so far, dumb luck. 
Para terminar, e para mostrar que não sou assim tão azeda, sempre tive uma fantasia, sonho, desejo? Algo assim. Que o pedido perfeito de namoro (ainda se usam destas coisas? bem se não uma confissão também era bom) seria no dia dos namorados, com direito a postais foleiros com piadas privadas e a uma rosa solitária, num jardim ou café. Ou no meio da rua mesmo. E que tudo seria bonito e roxo (nota: substitui o cliché do cor-de-rosa porque só se pode ter um número limitado de clichés maus por post).
E todo este post mostra que eu sou de facto uma pessoa romântica e old-fashioned e que a maioria das pessoas assumiu exactamente o oposto de mim, como sempre.
Sejam todos muito felizes com os vossos amores e flores e prendinhas que eu e as minhas personagens ficcionais também o somos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bye bye vacations

Portanto, amanhã volto ao trabalho, figurativamente falando, porque estive sempre a trabalhar nas férias, excepto o fim-de-semana passado. 
Estas férias foram as piores que já tive, de longe. Bem, não, não foram, mas podiam ter sido melhores. Os exames lixaram tudo. Mas houveram dias interessantes, vi gente com quem já não falava há algum tempo (há gente que nunca muda), revi a primeira season de Sherlock e vi a segunda, vi uns quantos filmes que já estavam na lista há bastante tempo, incluindo ver 2 vezes o Sherlock Holmes no cinema, acabei de ler a Entrevista Com O Vampiro (tenho todo um balde cheio de mixed feelings quanto a ele) e mudei o meu quarto, finalmente (that's one out of the bucket list, by the way), por isso nem tudo está perdido. E há imenso pelo qual esperar este semestre, principalmente o concerto dos Simple Plan. Também tenho uma lista interminável de coisas que quero comprar - e por isto é que não me podem deixar ficar em frente ao pc muito tempo - e tenho uma nova ideia para a minha tatuagem que junta dois amores musicais meus - tenho de trabalhar nela. 
No entanto, devido ao meu excelente horário de trabalho, vou ter de ir trajada para o Starbucks, destrajar, trabalhar 3 horas, trajar again e comer algo à pressa, para depois ir para a faculdade exercer funções de trajante. Tanto na segunda como na terça. Vida de trabalhador estudante é fudjida.
Com isto dito, é possível que, ao contrário do esperado, me torne mais activa aqui de novo, visto que vou fazer coisas durante o dia que não sejam trabalhar ou olhar durante 13 horas para um ecrã de computador.
tl;dr: not the most eventful 2 months of my life.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Barista Business #16

Eu acho o facto de o meu novo supervisor cantar pop comercial a cada 10 minutos um bocado enervante. Quem me conhece sabe que eu tenho severos problemas em ouvir certas músicas comerciais.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Barista Business #15

Existem certos dias, quando o pessoal é o certo, que ir trabalhar até me faz esquecer os problemas, e como tenho de sorrir a cada segundo, até me sinto mais feliz.
Eu gosto desses dias.