sexta-feira, 30 de março de 2012

Paris, mon amour

Ou não realmente. A situação é que, como muitos já sabem, je vais à Paris por Erasmus (e com a S.). Notem bem o meu francês ranhoso. Não estava muito confiante de entrar, mas desde que soube, tenho estado em pulgas! O único down-side é que as coisas custam dinheiro e por isso tenho de ser poupadinha, isto se quero aproveitar a cultura Parisiense (ler: Disney, possíveis concertos, starbucks, louvre; por esta ordem). É, no entanto, exactamente este o tipo de vida universitária que pretendo. Hoje fui falar com a conselheira de Erasmus mais a S. e, para meu grande prazer, a senhora informou-me que não existem grandes limitações quanto às disciplinas que posso escolher, sendo que ela aprovou a nossa escolha primária. Agora vai haver todo um processo burocrático como seria de esperar, e também um belo de um exame de francês. Ai, minha santinha. 
Au revoir mes amis.

domingo, 18 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Continuação do post anterior



  

Casualmente mostrando a minha fotografia com o Travis, a minha wristband e a palheta. Não tirei uma foto ao autógrafo mas também não quero parecer uma total fangirl, ora essa. E é um facto, aliás, verdade axiomática que o Travis vai ser o meu marido é melhor que tu, porque é ruivo.
E o concerto fez-me gostar ainda mais deles, o que é bom e é mau. É bastante agri-doce, expressão que em inglês soa infinitas vezes melhor (bittersweet).

P.S.: Esqueci-me completamente de referir o quão sexy o Pierre ficou a fazer um meio-mini-strip quando estavam a cantar a I'm Sexy And I Know It. 

Best Day Ever (Concertos #1)

Pois bem, hoje foi o dia do concerto dos Simple Plan e dos We the Kings. Eu sabia que ia ser genial, mas superou as expectativas!
O dia começou normal: mãe chata a atrasar-me, almoço de familia, yada yada. Mas depois lá me pus a caminho do Coliseu dos Recreios. Estava eu presa na estação à espera do comboio quando a S. me liga e eu, pensando que ela me vai dar na cabeça por ainda não lá estar, lá atendo penosamente. Nisto ela diz-me que acabou de roçar o braço contra um membro dos WTK e eu fico a lamuriar-me.
Eventualmente lá chego e assim que começo a ver gente, reparo também que há toda uma multidão a rodear o baterista dos Simple Plan - infiltro-me e emplastro uma foto com a S. Então lá arranjamos um spot na fila de espera.
A dada altura reparamos num grupinho a correr para onde, anteriormente, tinhamos visto o baterista, por isso seguimos. Vamos dar a umas escadinhas e as pessoas que lá estão dizem que o Travis (vocalista dos We The Kings) vai tocar umas musiquinhas acusticas p'á malta. Então lá ficamos a suspirar de prazer e a sorrir que nem tolas. No final do pequenino set (We'll be a Dream + Say You Like Me) o Travis diz que nos abraça a todos, e assim o fez - devido à falta de tempo não consegui uma foto com ele na altura.
E back to the waiting line.
Quando finalmente entrámos, dirigimo-nos mais coisa, menos coisa, à 5ª fila, ou 6ª, da plateia de pé, com umas raparigas que não se queriam mexer à nossa frente. Depois de uma hora de assobiar ao técnico dos WTK e fazer tempo, eis que eles entram em cena, o cabelo ruivo do Travis a esvoaçar que nem um doido. Lá cantámos tudo o que sabiamos (aparentemente quase ninguém sabia as letras embora conhecessem a banda, pois havia uma rapariga a olhar para mim com um ar muito semelhante a "como é que tu sabes isso tudo?!"). A certa altura uma palheta do Travis voou na minha direcção, na confusão pensei que não iria apanhá-la, mas ficou presa no meu cabelo e caiu no chão, pelo que foi uma questão de afastar os pés da rapariga à minha frente. Cantaram poucas músicas mas boas. Fizeram uma cover da The Middle, dos Jimmy Eat World, uma das minhas músicas preferidas de sempre.
Foi um set lindo - quero mais - e no final já estávamos na 4ª fila. Depois de um bocado, às 10h, entraram os Simple Plan: gritos gerais. Assim que vi o Pierre até se me deu uma coisinha. Começaram com a Shut Up e com a Jump, fazendo-me saltar e gastar todas as minhas energias. Seguiram-se imensas músicas e momentos únicos (tipo eles a cantarem o I'm Sexy And I Know It, ou a Moves Like Jagger) e cobriram uma boa parte das minhas preferidas. No meio disto tudo a S. não se sentiu muito bem e foi lá para trás, eu continuava a avançar à à 3ª/2ª fila, e ali fiquei. Quando uma toalha suada voou por cima da minha cabeça, levei uma mini cotovelada na testa e umas gajas começaram a lutar por ela atrás de mim. Dos Simple Plan não apanhei adereços mas só de os ver tão de perto quando eles significam tanto e há tanto tempo, foi uma noite ganha.
Acabados os concertos, dirigi-me à mesa do merchandising com os meus míseros €7. Passei por ela sem lhe ligar e juntei-me ao molho de gente à espera para tirar uma foto ou pedir um autógrafo com/ao Travis, pois ele tinnha-nos dito que iria estar alí. Lá tirei uma fotozinha, tive o meu bilhetito autografado com um "I<3U! Travis =)" e dois beijitos na cara. Noite ganha.
Como a S. queria ir embora por se estar a sentir um bocado mal, fui rapidamente à mesa de novo e perguntei o que custava 7 ou menos euros, arranjei assim uma wristband dos WTK com um leãozinho todo fofinho. Acabei por não esperar pelos Simple Plan, o que é uma pena de facto, mas como já disse, vê-los de tão perto foi espetacular.
Agora só espero vê-los novamente, em breve! Isso, e curar esta dor de garganta.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Não sei porquê mas ultimamente não consigo parar quieta durante dois segundos. Será que ando a tomar café a mais ou será que a Primavera me faz isto? Nem eu sei, mas gosto do resultado. Sinto-me muito mais realizada numa base diária do que o que me tinha sentido até à tempos. E de facto tira-me a mente de assuntos mais ou menos deprimentes, o que é um bónus bastante bem vindo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Volto a bater na tecla do "estar sozinho numa multidão é o pior sentimento de sempre". É como se existisse uma parede proverbial entre nós e o resto do mundo, parede essa, à prova de som, opaca e provavelmente à prova de bala também. Somos os estranhos numa terra de estrangeiros ou uma pedra no meio da água. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sobre escrita

Um certo escritor uma vez disse algo como se a escrita não vier por si própria não vale a pena escrever. Claro que a minha memória não é de ser confiada, mas garanto que era essa a moral da história.
Assim sendo, o que fazer a todos os sentimentos que preciso de escrever, de tornar palavras? Da alegria à frustração passando pelo desgosto e pela euforia - devo deixar que elas me corroam até que exista apenas um pequeno pedacinho da minha pessoa, escrever então, não por me querer livrar deles mas porque tais emoções me inspiraram a fazê-lo, e esperar que o acto regenere a minha alma, pedaço a pedaço? Ser guiada pelo impulso do momento, entrar em transe e desbobinar a cassete metafórica que é a minha mente?
É um pedido ingrato mas que sem dúvida leva à honestidade e escrita brilhantes. Enquanto sou corroída, aproveito para conhecer a emoção e fundo e familiarizar-me com ela. Olho para dentro da minha cabeça e vejo-me como sou e não como aparento ser. Porque, no final de contas, quem é que se conhece a 100%? Já dizia Fernando Pessoa que os poetas tinham uma mão cheia de dores com as quais lidar, o seu número exorbitante de heterónimos à parte.
Por isso, enquanto esta dor, seja ela uma boa ou má dor (muito à semelhança da distinção entre chorar de alegria ou tristeza), durar, eu serei consumida por ela, até ao dia em que seja pequenina o suficiente para a compreender, ser inundada pela sua inspiração, escrever sobre ela e consequentemente, não livrar-me dela, mas integrá-la - guardá-la num jarrinho cheio de pontos brilhantes. Arrumá-la para mais tarde admirar.
Uma vez disseram-me que gostavam de olhar para trás, para textos que tivessem escrito no passado. Toda essa perspectiva assombrou-me em parte, nunca fiz isso com grande afinidade, geralmente apenas sentia que os meus textos eram desprovidos de valor, ou em parte não queria admitir o seu verdadeiro significado. Penso que o meu jarro é opaco, não tem pontos brilhantes mas berlindes baços e tem uma etiqueta na qual posso ler "Ainda não".

Isto foi um post sobre nada.