segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dia 03 - Uma imagem que te retrate na perfeição

 "Auto-retratos" são sempre complicados. Pensei muito sobre que tipo de imagem ou fotografia seria a melhor. O que é que realmente diz "Não, isto é sem dúvida esta rapariga"?
 Pois bem, sempre se disse que o quarto de uma pessoa reflecte a sua personalidade, e não há lugar no meu quarto que deixe transparecer mais a minha personalidade do que a parede da secretária. 
 Costuma-se dizer "Diz-me o que ouves e dir-te-ei quem és", sou uma rapariga que ouve bandas pop-punk, cheias de esperanças de conseguirem alcançar um objectivo, serem felizes e divertirem-se a fazê-lo, bandas compostas por pessoas atenciosas que tentam proteger os seus fãs dos males do mundo através da música e que nos encorajam a ser melhores. É esse o tipo de pessoa que eu tento ser, apesar de tudo.
 Além disto, a parede está repleta de memórias, fotografias, desenhos, bilhetes de concertos, postais...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Dia 02- O significado atrás do nome do teu blog

Muito a sério. Passo a explicar. 
Sou perdida pelos Swirls da Olá, e sempre que peço um (sempre personalizado) meto morango, porque nenhum gelado de vários sabores está completo sem morango. E quando criei o blog pareceu-me bem o nome. É docinho. Podemos entrar por metáforas, mas assim ficavam a saber tanto quanto eu.
Entretanto também já me perguntaram se o nome estava relacionado com os infames MCA. Não, Ivonne.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dia 01 - 15 factos interessantes sobre ti mesmo

  1. Trabalho na famosa Starbucks
  2. Tenho tara por ruivos
  3. ...E por tatuagens
  4. Bandas pop-punk tornaram a minha vida feliz
  5. ...E sou uma enciclopédia do pop-punk (sério, go on, perguntem-me sobre a vida dos vários vocalistas das bandas que ouço - sim uma enciclopédia vertente revista-cor-de-rosa)
  6. Uma vez abracei o vocalista dos We The Kings, it was awesome. (nota - ele é ruivo, tem tatuagens e toca numa banda pop-punk. homem de sonho e mega simpático!) (E eep, eles vêem cá de novo)
  7. Adoro estudar!  (Nem estou a brincar)
  8. Não passo sem vernizes (menos aos dias que trabalho)
  9. Escrever e desenhar são das coisas que me dão mais prazer, mesmo que nem sempre arranje tempo para elas.
  10. Encontrei felicidade académica entrando em 5ª opção (psicologia) no segundo ano que concorri. Nunca pensei que fosse sentir-me tão encaixada, embora tivesse ideia de ir adorar o curso.
  11. Colecciono figurinhas de anime/mangá/animação (tenho 4 de The Nightmare Before Christmas, 2 de Katekyo Hitman Reborn, 2 de Vocaloid, 1 de Kuroshitsuji e 1 Kimi Doll)
  12. Revolto-me com a falta de eficácia da minha faculdade e com os seus funcionários, com muita, muita facilidade
  13. Tenho ansiedade social (Situações novas ou com pessoas que não conheça bem, são lindas.)
  14. Quando me conhecem, as pessoas dizem que sou mega simpática, super querida e fofinha. Quando me conhecem mudam de opinião.
  15. Perco-me por dias de chuva.

(Desafio) 30 Dias, 30 perguntas, 30 fotografias

Andava mesmo com vontade de fazer um destes! Encontrei num blog (Perfect Imperfection @ blogspot), por acaso, quando, num ataque de procrastinação, viajava pela blogosfera.


Dia 01 - 15 factos interessantes sobre ti mesmo (foto á escolha)
Dia 02- O significado atrás do nome do teu blog (foto á escolha)
Dia 03 - Uma imagem que te retrate na perfeição
Dia 04 - Um hábito que gostarias de não ter
Dia 05 - Uma foto de algum lugar onde já estiveste.
Dia 06 - Uma foto do teu super herói favorito e porquê.
Dia 07 - Um retrato de alguém/algo que tem o maior impacto em ti (foto á escolha)
Dia 08 - Objetivos de curto prazo para este mês (foto á escolha)
Dia 09 - Algo de que estás orgulhoso nos últimos dias (foto á escolha)
Dia 10 - As músicas que ouves quando estás: feliz, triste, entediado... (foto á escolha)
Dia 11 - Uma foto do teu maior vício
Dia 12 - Como descobriste a blogosfera e porque criaste o blog ? (foto á escolha)
Dia 13 - Uma carta para alguém que te feriu recentemente (foto á escolha)
Dia 14 - Uma imagem de alguém com um cabelo parecido com o teu.
Dia 15 - No teu telemóvel, entra na lista de reprodução, primeiras 10 canções mais ouvidas ? (foto á escolha)
Dia 16 - Uma imagem que retrate o que fazes nos teus tempos livres
Dia 17 - Uma foto de alguém com quem não te importavas de ter uma vida a dois
Dia 18 - Uma que retrate os teus planos / sonhos / objetivos
Dia 19 - Uma foto com qualquer coisa que faça parte de ti
Dia 20 - Uma foto que achas que retrata o teu futuro
Dia 21 - Uma imagem de algo que te faz feliz
Dia 22 - Uma foto que retrate o que te faz diferente de toda a gente
Dia 23 - Uma foto de algo que anseias
Dia 24 - Uma carta para os teus pais (foto á escolha)
Dia 25 - Fotos do que eu iria encontrar na tua bolsa/mochila
Dia 26 - O que você pensas sobre os teus amigos ? (foto á escolha)

Dia 27 - Uma foto que mostre qual é o teu telemóvel
Dia 28 - Uma foto que retrate como te sentes agora
Dia 29 - No mês passado, o que aprendeste ? (foto á escolha)
Dia 30 - Quem és tu ? (foto á escolha)


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

NaNoWriMo: The last day

(Imaginem uma música tenebrosa/dramática aqui)

 Pois é meus amigo/as! Chega ao fim o mês em que me comprometi a escrever uma Novel. Não consegui atingir o objectivo de 50.000 palavras, como já esperava, mas fiquei com umas modestas 21.546. Desde dia 15 até agora o meu tempo para escrever tem sido reduzido e/ou inexistente, por isso não consegui avançar. No entanto, parece-me que vou reescrever e editar o que tenho, e tentar acabar a história, aos poucos. 
 Para o ano vou participar de novo, certamente, e já tenho em mente umas dicas de como avançar mais rápido na escrita. 
 E, se calhar, perguntam vocês: Mas o dia ainda agora começou! Porque não tentas escrever mais até logo? - Pois, vou trabalhar "logo" e depois vou socializar com amigos (sim, tem dias que faço isso). 

 Fazendo um balanço de tudo: estou feliz por ter participado e não me entristece não ter chegado ao fim.

Mais um post sobre "Que raio ando eu a fazer em Psicologia"

 O problema de estarmos indecisos sobre que caminho académico seguir é que qualquer nova ideia nos suscita interesse. O que eu quero dizer com isto é que temos tendência a angariar (okay angariar não, que me estão a chatear para mudar - reunir) opções, planos, if you will.
 É a Psicologia Forense e Criminal, o primeiro e grande amor mas que implica dinheiro e habitação deslocada. É a Psicologia Cognitivo-Comportamental, que até existe na faculdade mas implica matérias às quais não sou excelente (nem boa, nem razoável). É Neuro-ciência, com as suas máquinas todas XPTO e teorias difíceis de contrariar. É Psicologia do Consumidor, que vem da Social. É muita psicologia e pouca "eu".

 A mais recente ideia prende-se com suicídios - passo a explicar. Em Psicopatologia, temos aulas práticas que envolvem assistirmos a consultas psiquiátricas ou então a filmes. Pois bem, assistimos a um filme sobre um rapaz bipolar que se suicidou e aquilo tocou-me profundamente. «Porquê?», pergunta alguém. Porque conheci pessoas que já tentaram acabar com a sua vida, ou que consideram que são inúteis. 
 Vamos lá a perceber: por muito bruta que eu seja, não brinco com vida humana. A não ser que a pessoa seja muito mas, bolas, muito odiada por mim, eu até me retenho de fazer comentários do tipo "devia matar-se". Só faço piadas dessas quando me encontro com os meus amigos mais chegados, porque somos parvos uns para os outros. Para mim toda e qualquer pessoa merece viver a sua vidinha, melhor ou pior, conforme queira ou consiga. 
 Assim, pensei: epá então e trabalhar com jovens em risco? Era uma boa ideia. (Mesmo estando eu sempre a queixar-me dos jovens deste país, sim)

Basicamente, quero que eles saibam que, porra, a vida muda e a longo-prazo, suicidio não é a melhor hipotese. E quase que pareço aquelas moças irritantes dos filmes/livros que vêem a vida através de óculos cor-de-rosa, com uma felicidade que chega a roçar o enjoativo - juro que não sou assim. Simplesmente tive experiências ao longo da minha adolescência que me fizeram ver a vida de forma optimista.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Salvação (Shorts)

As melodias, que emanavam dos phones do iPod, alienavam a ruiva do mundo . Era apenas um corpo cuja alma vagueava pelas suas memórias, ao som de uma qualquer música de Rock'n'Roll. A sua caminhada acabou quando alcançou a paragem de autocarro. 
A pesada mala de viagem caiu no chão com um thump audível, e a rapariga sentou-se em cima dela, visivelmente cansada. Olhou em volta. Uma poça formada por chuvas do dia anterior reflectia a sua imagem: no topo da cabeça pousava um chapéu preto, redondo, que emoldurava o cabelo meio ondulado que escorria até à cintura e que roçava na saia preta rodada que trazia, que por sua vez acabava nos joelhos para dar lugar a uns collants da mesma cor; envergava um top branco com aplicações de tachas pretas, coberto por um casaco de cabedal. O seu cabelo parecia alternar entre o vermelho e o alaranjado, devido às variações de luminosidade provocadas pelas nuvens passageiras, mas a verdade é que a cor se destacava em relação ao resto, o que lhe merecia olhares prolongados por parte de estranhos.
Os seus olhos demonstravam preocupação, cansaço. Pareciam não pertencer a uma cara tão jovem. As memórias dançavam praticamente em frente a seus olhos, cujo brilho parecia instável. 
Sons de loiça a partir, discussões, lâminas e cenas de violência ocupavam a sua mente agora, a música desvanecera.
Estava em transe. Despertou apenas com o som de uma buzina de autocarro - era o seu. Piscou os olhos repetidamente para secar possiveis lágrimas. Entrou.
Escolheu um lugar chegado para trás, e sentou-se no habitual lugar à janela, a sua mala guardada no porão. Tentou abstrair-se, escrever, mas apenas a música tinha efeito. Deixou-se embalar pela voz dos seus cantores preferidos enquanto a paisagem passava diante dos seus olhos como um qualquer slideshow.

Ao sair do veículo, limpou a roupa de possíveis pós ou partículas e analisou o meio envolvente. 
Houve um breve momento em que fixou o olhar num rapaz que se encontrava a 10 passos de si, antes de largar a sua mala no chão e correr para ele. O rapaz soletrou algo com os seus lábios, desprovido de som antes de envolver a viajante num abraço apertado, afagando-lhe o longo cabelo. 
A rapariga derramou uma ou duas lágrimas silenciosas, apertando o tecido da camisola do outro, como se quisesse verificar que ele era real. 
Agora que chegara até ele, estaria em segurança. Agora que ela chegara, ele seria feliz. Completar-se-iam, apoiar-se-iam e nunca mais teriam de sofrer sozinhos. Deram as mãos, sentimentos de protecção e ansiedade à flor da pele, 

"Obrigada por me salvares." proferiu a ruiva, olhando o rapaz nos seus olhos esverdeados. Em resposta, o rapaz beijou-lhe a testa e ofereceu-lhe um sorriso triste.

"Tive motivos egoístas."

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Sai uma short(story)! Não estava á espera deste desfecho, aliás não tinha pensado em nada de parecido, mas foi a direcção que a história tomou. 
Entretanto, escrever para o Nano é mentira.
Nota importante: estas shorts são apenas instâncias singulares. Visto eu ter muitas ideias e pouca paciência para manter uma narrativa muito extensa, esta parece-me uma boa forma de abordar a inspiração, enquanto dura.

P.S.: Não é sobre violência doméstica, okay?

domingo, 25 de novembro de 2012

Violência Doméstica

Ou "relacional", porque honestamente acho a denominação "doméstica" muito parola. Adiante.
Hoje, a meio do jantarzinho de família, passou uma reportagem sobre violência doméstica, e a boa da Evenstarr vira-se para a sua mãezinha (que comentou algo para o efeito de "se me batesse uma vez ainda passava mas levava logo a seguir com o que estivesse à mão") e diz: Havia de ser comigo. Violência domestica? Deixar que me batam? Deve ser deve.
Vamos lá a ver: Eu sou teimosa, casmurra, cabeça dura, bruta, (mau feitio, segundo 90% das pessoas que me conhecem) ...tudo o que há que me leve a resistir, faz efeito e funciona lindamente. Nem quando sofria de bullying ficava quieta, porque haveria deixar que um marmanjo qualquer me lixasse a vida? Não me venham com tretas do "ah mas o amor" ou "mas ele é mais forte" - epá que se foda, amigos! Posso ir parar ao hospital (o que é um braço partido, se lhe fizer o mesmo), posso perder o suposto amor da minha vida (o que nunca consideraria, porque homem que é homem não faz hobby de bater em mulheres e não faz o meu tipo) mas não vou deixar que me tirem a dignidade nem a felicidade. 
Posto isto, não entendo o que leva uma mulher (ou homem mesmo) a rebaixar-se às vontades e abusos de uma criatura nojenta. Isso não é amor, é ser tapada(o). Amigas(os) vamos lá a mexer o rabiosque e a pedir ajuda: não é vergonha nenhuma. Não é culpa nossa, as aparências enganam, as pessoas mentem e manipulam. O que interessa é arranjar a força para continuar em frente. E temos forças policiais para assegurar que essas bestas não nos voltem a tocar (embora a justiça em Portugal seja um bocado complicadinha).

Isto é o tipo de assunto que me revolta: pessoas que se conformam em ser miseráveis e se submetem a situações que vão contra os princípios morais universais. Não têm força para dominar o agressor fisicamente? Já ouviram falar de uma coisa chamada cabeça? Dizem que é poderosa.

P.S.: Um professor meu disse que sexo no primeiro encontro leva muitas vezes a violência doméstica. Just Sayin'.

Limpezas de Outono aqui no blog

Ora bem, uma das melhores formas de procrastinar é arrumar coisas e pareceu-me a mim que o blog precisava de um banho de mudança. Assim, arranjei um tema todo xpto (já lá vão os dias em que tinha paciência para codificar um template completo e fazer mais do que uma header aqui e ali) e organizei a "tralha".
O link que diz "shorts" direcciona para os textos que escrevi "criativamente". Ou seja, as histórias exclusivamente. Adicionei também um widget para o meu instagram porque, olhem, me apeteceu publicitar. De resto estamos na mesma. 

E o nanowrimo vai correndo, mas estou mais de 20000 palavras atrasada devido aos trabalhos de faculdade, no entanto, tenho imensas ideias para compor o romance, mesmo fora do contexto do desafio!

Agora, até já que tenho algo a escrever!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

do Ensino Universitário em Portugal (ou na minha faculdade)

Isto das greves gerais, telejornais e manifestações mete sempre uma pessoa a pensar. Pois bem, o meu pensamento foi: Então e como é que isto se verifica na realidade?
A minha realidade é a faculdade e o trabalho. Do segundo não tenho queixas - melhor ou pior, trabalhar na Starbucks tem-se revelado igual ao que esperava, não fiquei desiludida. Quanto ao primeiro...vamos por pontos e vamos aplicar aqui as queixas nacionais.
  • Propinas - o big issue dos universitários! 
Os alunos queixam-se que não têm dinheiro, os serviços administrativos queixam-se que não têm dinheiro para pagar aos professores e afins e ameaçam os alunos com listas de devedores. Muito bem, o facto de termos de pagar quantias exorbitantes para jovens adultos, muitos sem trabalho, é degradante. Onde é que um jovem de classe média desencanta €300 em 3 vezes? Os pais estão cada vez mais pobres e as bolsas cada vez mais escassas. Sou da opinião que deviam dividir as prestações em 10 (o mesmo nr de meses que dura o ano lectivo) - seria mais fácil de angariar a prestação.
 E quanto às listas? Sou, sem vergonha nenhuma, uma das devedoras, segundo umas folhas num qualquer placar do átrio da minha faculdade. O que acontece aqui é que estava com uma única prestação em atraso, porque sou pobre, lamento, e entretanto já regularizei a situação - no entanto eles acham bem que as folhas continuem desactualizadas, porque só nós é que temos responsabilidades para com eles, claro. 
 E usar o dinheiro das propinas como garantido para pagar aos professores e funcionários? Degradante a partir do momento em que os serviços administrativos não funcionam bem, que os funcionários do bar refilam connosco por usarmos o açúcar deles para adoçar o café da máquina da A.E. e que a nossa avaliação continua se processa com exames finais que nos lixam de 5 maneiras diferentes.
  • Secretaria!
É inadmissível que ninguém naquele sitio saiba nada do que está a fazer. As informações são contraditórias, as funcionárias lentas e pouco eficientes na ajuda à comunidade estudantil. É só para estabelecer aqui que eu faria melhor. E muitas vezes fecham as portas antes da hora delas.
E as datas de exames? Pois, quase em Dezembro e ainda não as sei.
Época especial? Não sei o que é.
  • Aulas 
Faltas ou não, eis a questão? É um assunto polémico. Sou da opinião que se tirassem as faltas tudo corria melhor e quem não queria aparecer não aparecia. Mas há sempre quem apareça para disturbar na mesma, embora eu ache que seriam menos. 
Aulas práticas? Então e que parte de "prática" é que os professores não percebem? Já chega de fazer apresentações power-point, algo me diz que não vou curar os meus pacientes com ppts bonitos.
Uso de pc para actividades extra-aula? Desculpem-me lá mas quem é que no seu perfeito estado consegue assistir a um monólogo de 2 horas? Além de que sou perfeitamente capaz de efectuar multi-tasking e acho absurdo que os professores considerem uma falta de respeito que os alunos utilizem o seu pc para mais do que um fim durante as aulas. Eu, se fosse professora (cruzes credo) até acharia perfeitamente natural que isso acontecesse. 

Os professores empancaram na dicotomia faculdade/trabalho futuro. Que em reuniões de trabalho não vamos sair a meio e não vamos estar a navegar pela internet - em que mundo é que esta gente vive? Não me tentem vender esse peixe que eu sou pescadora profissional. Além de que, caso não tenham reparado, a faculdade é frequentada por pessoas com capacidade de discernir um contexto do outro.

  • Alunos
Ninguém é perfeito. O barulho nas aulas mata-me, pessoal façam-me o favor de enfiar umas rolhas nessas traqueias. E por favor unam-se. O nosso problema é a falta de união para fazer com que o sistema mude.

  • Programas de mobilidade e divulgações e coisas do género
Falta muito neste campo. Nem todas as faculdades proporcionam programas de mobilidade a nível mundial, e mesmo dentro da Europa é complicado. Depois não há um conhecimento informado sobre os programas novos que vão aparecendo nem sobre outras acções ou workshops externos à faculdade. É ver os panfletos aparecerem colados num canto qualquer da faculdade (pelo menos os e-mails que me enviam nunca têm nada a ver com acções de mobilização a não ser que sejam o hospital dos bonecos). 
Há, depois, pouca facilitação em mover os alunos. A minha coordenadora de Erasmus era um mimo em termos disso: "Se querem que tudo corra bem, fiquem em Portugal", ham, desculpe? 
Já os pobres coitados que vêm de Erasmus apanham um choque tremendo, nenhum professor até agora saiu da sua zona de aulas feitas desde sabe-se lá quando para tentar incluir os ditos alunos. Isto falando dos que eu apanhei.

  • Por muito que penses que sim, um canudo não te serve nem para ver Braga
Ter uma licenciatura já não é o que era antigamente. Agora a única coisa que te garante é gastar uns 5000e. para ires para o desemprego.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Reinados e Revoluções

É no meio de luzes néon, holofotes, risadas e multidões que te sentes em casa.
«A noite ainda é jovem, vamos onde o vento nos levar. Nunca se sabe se amanhã estaremos vivos.» Entoas, gozando, fazendo uso propositado de clichés. Rodopias por entre melodias que apenas tu consegues alcançar, arrastando-me contigo na tentativa de me converteres ao teu estilo de vida.

Mas viver tão perto da queda nunca me deixou tão feliz como quando estive contigo. Resignei-me a mostrar-te o meu mundo na esperança que algum dia quisesses partilhá-lo. Egoísta. Centrado. Louco de amor. Ingénuo.

«Vamos!»
«Não te preocupes, vou logo atrás.»

Mãos entrelaçam-se no frio da noite, a respiração irregular a formar pequenos puffs de vapor no espaço em redor. E avançam, conversas alheias e barulhos de carrossel como ruído de fundo.

Promessas feitas em vão. «A noite é nossa. Podemos reinar num mundo de bêbedos e pessoas adormecidas.». Saltas para cima de um solitário banco de jardim, proclamas ao mundo as tuas intenções. Quem não te conheça que te tome por megalómano ou simplesmente idiota, para mim serás sempre um ponto luminoso, energia pura que não para num mesmo sitio durante muito tempo. E, secretamente, é isso que me preocupa.

Do alto do banco sinto-me sozinho mas do alto do banco consigo vislumbrar o amanhã, consigo ver-te a ti, a olhar para mim, a olhar para ti. Tudo o que penso, tudo o que faço e tudo o que deixo por fazer é por ti e para ti. Não se trata de esconder a minha personalidade pois sei que te divertes com os meus actos de exagero, os meus clichés, as minhas brincadeiras de criança deslocada. Não quero que te preocupes comigo, só quero que me deixes ser eu a carregar o fardo de me preocupar contigo.

«Davas um bom rei, sim senhor. Postura magnânima, o verde do banco acrescenta algo de essencial à imagem.» mãos colocadas em formato de fotografia, risos abafam o ambiente.

«Tu poderias escrever a minha história. O Rei Louco que, ingenuamente, Amei.» Thump - um salto do alto do banco até ao chão, uma pausa no riso.

Olhares trocados com olhares fixados, mas olhares secretos e possessivos. Cores desfocadas dançam em íris de mais-do-que-amigos que passam a menos-do-que-amantes. 

Não estragarei o momento.Não falarei. Não sairemos do impasse com palavras, temos de passar às acções.

Mãos interlaçam de novo, distância encurtando, respirações misturando-se. O calor dos corpos a consolar o outro. 

Abraços acontecem, espontâneos. Beijos são construídos a dois. Construções espontâneas fazem explodir emoções e catalisam aquilo a que os sábios chamam amor. 

É tudo sobre a experimentação, o sabor do momento, o embaciar da razão. O mundo gira à volta deles.

«A noite é nossa.»
«Reinamos, soberanos sobre a solidão.»

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Um bocado a titulo de procrastinação para o NaNoWriMo. Apeteceu-me escrever algo completamente de improviso. É tudo. 

sábado, 10 de novembro de 2012

NaNoWriMo: Dia 10

Hoje fui ao meu primeiro Nano-meet.
Coisa mais não-produtiva de sempre, mas bastante giro! Trocamos dicas, comemos, dizemos parvoíces, falamos de porno e...especial de Lisboa...levamos peluches! Ganhei uns stickers bacanos que já pus no notebook, um mini calendário/pseudo-postal do Nanowrimo e um pin fofinho. 
Aprendi que quando vou no comboio posso beneficiar de escrever no telemovel e depois enviar por email o que escrevi para o pc, que tudo o que escrevamos de original durante Novembro conta, mesmo que sejam casos isolados de prosa, poesia ou o raio.  Aprendi também que somos todos (bons) loucos. O pessoal é super descontraído. Estou ansiosa pelo próximo, a ver se consigo escrever mais e melhor, porque neste escrevi (contando com o que escrevi no comboio) 1000 palavras. Ao todo, já tenho - com que escrevi agora à noite - 15,835 palavras. Estou cerca de 1000 palavras atrasada em relação ao objectivo do dia 10 (1,666) mas ontem e antes-de-ontem estive muito ocupada e demasiado cansada para pegar nisto. 
Estou numa parte muito introspectiva da história, na medida em que ambas as MCs (Main Characters) estão numa fase de avaliação de atitudes e sentimentos, que embora seja muito giro de se ver é complicado fazer fluir num estilo de pensamento que não o meu, o que terei de trabalhar.

Aqui vão algumas passagem-zitas e cenas:
Deviam ser umas três da manhã quando Josh acordou. Ultimamente não conseguia dormir uma noite seguida, acordava frequentemente, sem razão nenhuma. Ou melhor dizendo, sentia que havia algo em falta. Não era o seu organismo a disparar, não, nos últimos tempos encontrava-se estável mas era algo no seu interior. Uma ansiedade que lhe consumia o espírito. E Josh apostava que no sentido quase literal – não acreditava na ansiedade como um aperto, para ele era como se lhe sugassem o espírito e restasse apenas um vazio.
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O choque foi grande mas agora Josh percebia cada sinal. Percebera, a mal, que quando amamos alguém não os sentimos a afastar, ou simplesmente negamo-lo com todas as nossas forças, pensando que é nossa imaginação, obra de sentimentos mesquinhos de ciúme.
Mais uma vez decidiu aproveitar-se da companhia de Ingrid. Não queria estar sozinho, pensar de mais sobre o assunto. Nessa noite foi quando Josh percebeu o quanto custava a Ingrid não tentar averiguar as razões que levavam Josh a estar infeliz – via-se no olhar da ruiva – o que fez com que o rapaz se sentisse pior. Mas Ingrid tinha um jeito especial para fazer com que Josh sentisse bem. Não era excessivamente faladora, não tentava em demasia para o alegrar, mas sabia o que dizer, quando dizer e o seu olhar, sobretudo, era como se fosse mágico para Josh.
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Na verdade, estava frustrada. Não conseguia adormecer. Josh sempre a passear-se pela sua cabeça. Eram frequentes as manhãs em que acordava com uma das suas canções na cabeça. Pequenas ninharias faziam com que Ingrid se lembrasse do rapaz. Desde bocados de papel rasgados a bocados de cenoura. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nanowrimo: Dias 7 e 8

Não postei ontem porque sou uma pessoa ocupada, mas foi um dia produtivo (cof escrever nas aulas cof), escrevi 2,777 palavras mais ou menos coisa. 
Já nem sei qual será o rumo que a história irá tomar porque as ideias que me aparecem são muitas vezes contraditórias. Andamos aqui num "vai que vai, vai que não vai". Hoje não escrevi nada e não devo escrever mais que 500 palavras pois só vou chegar a casa às tantas da noite e não tive oportunidade de escrever durante as aulas.

Entretanto não vou partilhar passagens nenhumas hoje porque estou a tentar tomar atenção a uma aula e estou numa parte um bocado experimental. Diga-se apenas que segui um conselho muito bom e introduzi um mini conflito e dei um objecto curto à minha personagem principal.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nanowrimo: Dias 5 e 6

Ontem, mais uma vez, não tive tempo para escrever muito e estava demasiado cansada para postar decentemente. Hoje, para compensar o defice e atingir o minimo de palavras, escrevi 2,309 palavras. Talvez ainda escreva mais umas quantas antes de ir dormir.

O problema agora é dar continuação, fazer o "build up" para que os acontecimentos se possam dar. Estou cada vez mais convencida que o trabalho de edição vai ser puxado! Mas de vez em quando existem momentos eureka!
Por exemplo hoje criei uma personagem que, embora secundária, adoro. Simplesmente fluiu naturalmente. 

Posto isto. Tomem lá segmentos:

“Porque, nesta vida, tudo vem grátis não é?” Como poderia Ingrid simplesmente trocar de apartamento, tendo em conta que nem dinheiro para pagar a renda tinha, e trocar de trabalho se nem para bartender servia – visto nem se lembrar de como perfurou um pulmão.
“Sabes que não o quis dizer dessa forma.” Ingrid ouviu um suspiro do outro lado da linha. “Mas preocupa-me que continues aí.”
Houvesse alguém que pensasse assim. Não era a primeira vez que a rapariga pensara em mudar-se, mas a verdade abatera-se sobre ela todas as vezes, não tinha um tostão em seu nome.
+++
O silêncio apertava. Do outro lado da linha Josh riu-se também. Um riso também estranho na sua essência, mas o súbito pânico de Ingrid fez com que a rapariga não reparasse nisto.
“Eu…estava apenas a brincar. Acho melhor que ambos vamos dormir. Tenho saudades tuas, Ingrid.” Quase não teve tempo de responder antes que Josh desligasse o telefone.
O gelado, há muito esquecido, derretia dentro do seu recipiente. Ingrid deitou a cabeça nas costas do seu velho sofá de pele, reflectindo sobre o que acabara de acontecer.
+++
O melhor do Blues era que todo o mal era interno. Só os moradores, os traficantes que por ali operavam e os clientes habituais daquele bairro, é que estavam sujeitos a que algum mal lhes caísse em cima. Se quisesses deixar o bairro mas houvesse contas a acertar, não conseguirias sair. No caso de Ingrid, se ela se quisesse mudar não enfrentaria objecções. Nunca dera confianças a ninguém, nunca tivera contacto com nenhum crime – aprendera, com a tia, que após as três da manhã não poderia sair à rua e que se se ouvissem tiros o melhor era fechar os olhos – e nunca aceitara favores de ninguém.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Nanowrimo: 3 & 4

Pois bem entre ontem e hoje só fiz o mínimo requirido para atingir as 1667 palavras diárias (que é portanto a média de palavras por dia para atingir o objectivo).

Estava hoje no comboio quando muita coisa me fez sentido na cabeça. Já está tudo anotado para em Dezembro rever! Outra coisa que me ocorreu no comboio foi um nome para a história! (yey!) Mas ainda é segredo! 

Passagens, passagens:
Um dia, Josh perguntara-lhe porque o aturava. “Não gosto de televisão e as enfermeiras não têm um rádio para mim. Mas se me começares a chatear muito mando-te daqui para fora.” Dissera com um sorriso. Por muito pessimista que Ingrid fosse em relação ao mundo, tinha fé no rapaz.

+++
“Não tens o direito de dizer isso. Não tens o direito de acabar com a tua vida.” O tom da rapariga era claro, estava irritada e isso tornava as suas palavras ainda mais penetrantes. Levantando-se da cama, saiu do quarto, sem olhar para trás.
+++ 

Ingrid apertou a camisola que Josh usava por cima do pijama do hospital, com a cabeça encostada ao seu ombro, permitiu-se a fechar os olhos e saborear o momento. Josh era o que Ingrid tinha mais parecido a família. Tinha sido a sua âncora nas ultimas semanas e não havia maneira de pagar isso.
Afastou-se, lenta e relutantemente, de Josh, olhou-o nos olhos e sorriu. 

sábado, 3 de novembro de 2012

NaNoWrimo: Dia 2

   Tal como antevi, este fim-de-semana não terei tempo para escrever quase nada entre o trabalho e a preparação da minha festa de anos. No entanto hoje atingi as 1500+ palavras, contando sempre a partir da meia-noite passada.
   Desta vez já fiz pesquisa sobre algumas doenças e já delineei melhor aspectos chave das duas personagens principais. Agora tenho de pensar em fazer a história avançar em termos de acção do enredo principal. 
   Hoje não me deparei com mais dificuldades, pois quase não escrevi, mas tenho bem presente em mente que preciso de rever o primeiro capítulo.

Algumas passagens mais recentes:

De volta ao seu quarto, ocorreu a Ingrid explorar a folha rabiscada que encontrara, com os acordes. Estava escrita numa caligrafia muito pouco perceptível – Ingrid supôs que pertencesse a um rapaz. Esticou a folha, contra-luz, em frente à sua cara. Não era uma acção com nenhum propósito específico, mas a ruiva esperava ter algum tipo de revelação. Quem era a pessoa que andava a deixar papéis no seu quarto? Porquê? Quando?
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A suave melodia de uma guitarra acústica começou a invadir os ouvidos de Ingrid. Abriu os olhos, tentando focar o cenário. A melodia continuava, com o som da chuva como música de fundo. Focou a janela embaciada e voltou a sua cabeça para o lado até que viu, sentado na sua cama, um rapaz.
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“Gosto mais de pensar no assunto como serviço comunitário. Providenciei música para acalmar os teus sonhos mais turbulentos, ajudando assim à tua recuperação. Aposto que é algum tipo de terapia famosa.” Olhava-a nos olhos, sempre sorridente. “Por acaso não encontraste nenhum dos meus rascunhos? Ando sempre a esquecer-me deles.” Passou a mão pelo cabelo escuro e desarranjado, provavelmente tentando lembrar-se de algum rascunho que perdera recentemente.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nanowrimo: Dia 1

Vamos lá começar então!
Ainda não sei se vou escrever sobre o meu progresso todos os dias ou só às vezes (porque de certeza que me vou esquecer), mas a verdade é que este mês o blog vai ser basicamente um "diário de escrita".
Começei a minha aventura assim que deu a meia-noite de dia 1 de Novembro (porque todos os meus planos de halloween ficaram fechadinhos na gaveta). Das 00h às 2h30 da manhã escrevi cerca de 1219 palavras, sendo que das 20h30 até às 22h30 escrevi até às 2,287, mais ou menos palavra.

Já nesta primeira maratona de escrita me deparei com várias dificuldades:
> A primeira parte da história lida com condições médicas sobre as quais não pesquisei previamente, vou precisar de editar esta parte no final. 
> Apercebi-me agora que deveria ter delineado, mais ou menos, os capitulos e a sua progressão, embora tenha uma ideia do rumo da história, a verdade é que decidir onde acaba um capitulo e começa outro é complicado. Mas eu odeiooo planear.
> Decidi chamar o meu protagonista Josh. E depois, basicamente, obtive o Josh Franceschi (em termos de ser um rapaz alto de cabelo escuro e olhos azuis), com alguns aspectos diferentes mesmo assim, por isso o nome será provisório, e já mudei alguns aspectos da personagem para não parecer que estou a escrever sobre o Sr. Franceschi, embora seja uma grande fã e tenha passado o dia a ouvi-lo cantar.
(Fun fact, agora tenho um poster do Josh Franceschi muito motivador, se não olhem a imagem no final do post.)
>Hoje li um tweet brilhante que dizia algo para o efeito de "todas as main characters têm de desejar algo em grande, o plot passa pelos obstáculos que ultrapassa para o alcançar" e  percebi que tinha de delinear melhor o que a minha portagonista deseja.
>>> Tudo isto faz com que o primeiro capitulo seja muito "palha" e experimental.

Mas, editar só em Dezembro.

Aqui ficam algumas passagens do texto:
 À sua volta ouvia murmúrios, vultos desfocados iam e vinham e, por muito que tentasse pedir ajuda, só conseguia sentir o sabor metálico do seu próprio sangue. Quem diria que o seu fim seria devido a uma faca de serrilha, mal amolada, propriedade de um bar de terceira categoria. 
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Escuridão total, era o que a rodeava. Estaria inconsciente, em coma, ou finalmente morta? Tentou mexer os braços, as pernas – não sentia nada, era apenas uma consciência perdida num mar de ausência de luz, respirar tornava-se mais fácil com o passar do tempo. O silêncio era ameaçador, mas cedo cedeu lugar a um bip constante que ia ganhando espaço naquela dimensão e que se tornava mais nítido a cada repetição. 
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Desta vez, uma folha inteira, jazia ao lado do copo. Esta encontrava-se mais riscada do que escrita. Ingrid identificou o que pareciam ser acordes de guitarra num dos cantos do papel – o seu pai costumava tocar guitarra quando Ingrid era uma criança, e muitas vezes viu o pai anotar acordes à frente de letras de músicas populares na sua cidade, de modo a adaptá-las. Num outro canto encontravam-se palavras soltas – parecia o rascunho de uma canção. 
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E pronto, mais não digo! Fiquem com a bela imagem que prometi:
A imgem do link mostra um Josh mais novo, ou pelo menos de cabelo arranjado e barba feita. Mas juro que são a mesma pessoa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nanowrimo: the countdown

Faltam pouquinhas horas para me lançar de cabeça neste projecto. Já delineei pontos chave da histórica mas ainda tenho um longo caminho a percorrer. Estou muito, mas muito ansiosa. Vamos ver se consigo comprometer-me a isto, pois Novembro é um mês algo crucial para a faculdade.
Vou com certeza dar noticias ao longo do mês sobre o progresso (ou não) da história. Talvez depois mostre algumas partes, se interessar a alguém. Para falar um pouco da história:
Uma jovem adulta, Ingrid, que conhece um rapaz, quando é internada devido a um ataque do qual é vitima. Ingrid é proveniente de um ambiente muito pouco propicio a crianças e adolescentes - um mundo de droga e vicios, chamemos a este sitio "Underground". Já o rapaz é o outro lado da moeda. A história cresce à volta da descoberta, auto-conhecimento muito drama e romance. 
A S. ficou super surpreendida por eu, geek natural, não escrever nada com vampiros, sci-fi ou a mínima pitada de fantasia, na realidade morro de amores por escrever coisas simples. Quanto a esta sinopse, retirem que eu de facto ainda não dei nome ao moço, estou a batalhar com este promenor ainda.
Opiniões, dicas, pensamentos?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

Botões mentais e a sua não-utilidade

(Encontrei, no outro dia, este pequeno texto que escrevi há uns tempos, decidi-me por partilhar:)


Tenho um botãozinho na minha mente com o teu nome escrito nele. Cada vez que o pressiono, lembro-me de ti. No entanto, acho se estragou, porque não me sais da cabeça. Poderia arranjar o botão até, ou substituí-lo por algo mais útil. Mas não consigo. E não irei, nunca, admitir publicamente que sempre pressionei o botão com a intenção de te manter para sempre em pensamento, para te manter por perto quando na realidade te encontravas a quilómetros de distância. Com a ansiedade que a espera provoca, todos os dias pressionava um bocadinho mais, na esperança que o toque fizesse passar o desejo de te querer ver. Mas agora não o posso pressionar, pois estraguei-o. E não o quero arranjar. Não quero que a tua imagem escape por entre neurónios, sem que eu te possa alcançar. Pelo menos não até te ver de novo.

(Sou tão lame.)