sexta-feira, 30 de novembro de 2012

NaNoWriMo: The last day

(Imaginem uma música tenebrosa/dramática aqui)

 Pois é meus amigo/as! Chega ao fim o mês em que me comprometi a escrever uma Novel. Não consegui atingir o objectivo de 50.000 palavras, como já esperava, mas fiquei com umas modestas 21.546. Desde dia 15 até agora o meu tempo para escrever tem sido reduzido e/ou inexistente, por isso não consegui avançar. No entanto, parece-me que vou reescrever e editar o que tenho, e tentar acabar a história, aos poucos. 
 Para o ano vou participar de novo, certamente, e já tenho em mente umas dicas de como avançar mais rápido na escrita. 
 E, se calhar, perguntam vocês: Mas o dia ainda agora começou! Porque não tentas escrever mais até logo? - Pois, vou trabalhar "logo" e depois vou socializar com amigos (sim, tem dias que faço isso). 

 Fazendo um balanço de tudo: estou feliz por ter participado e não me entristece não ter chegado ao fim.

Mais um post sobre "Que raio ando eu a fazer em Psicologia"

 O problema de estarmos indecisos sobre que caminho académico seguir é que qualquer nova ideia nos suscita interesse. O que eu quero dizer com isto é que temos tendência a angariar (okay angariar não, que me estão a chatear para mudar - reunir) opções, planos, if you will.
 É a Psicologia Forense e Criminal, o primeiro e grande amor mas que implica dinheiro e habitação deslocada. É a Psicologia Cognitivo-Comportamental, que até existe na faculdade mas implica matérias às quais não sou excelente (nem boa, nem razoável). É Neuro-ciência, com as suas máquinas todas XPTO e teorias difíceis de contrariar. É Psicologia do Consumidor, que vem da Social. É muita psicologia e pouca "eu".

 A mais recente ideia prende-se com suicídios - passo a explicar. Em Psicopatologia, temos aulas práticas que envolvem assistirmos a consultas psiquiátricas ou então a filmes. Pois bem, assistimos a um filme sobre um rapaz bipolar que se suicidou e aquilo tocou-me profundamente. «Porquê?», pergunta alguém. Porque conheci pessoas que já tentaram acabar com a sua vida, ou que consideram que são inúteis. 
 Vamos lá a perceber: por muito bruta que eu seja, não brinco com vida humana. A não ser que a pessoa seja muito mas, bolas, muito odiada por mim, eu até me retenho de fazer comentários do tipo "devia matar-se". Só faço piadas dessas quando me encontro com os meus amigos mais chegados, porque somos parvos uns para os outros. Para mim toda e qualquer pessoa merece viver a sua vidinha, melhor ou pior, conforme queira ou consiga. 
 Assim, pensei: epá então e trabalhar com jovens em risco? Era uma boa ideia. (Mesmo estando eu sempre a queixar-me dos jovens deste país, sim)

Basicamente, quero que eles saibam que, porra, a vida muda e a longo-prazo, suicidio não é a melhor hipotese. E quase que pareço aquelas moças irritantes dos filmes/livros que vêem a vida através de óculos cor-de-rosa, com uma felicidade que chega a roçar o enjoativo - juro que não sou assim. Simplesmente tive experiências ao longo da minha adolescência que me fizeram ver a vida de forma optimista.