sábado, 3 de novembro de 2012

NaNoWrimo: Dia 2

   Tal como antevi, este fim-de-semana não terei tempo para escrever quase nada entre o trabalho e a preparação da minha festa de anos. No entanto hoje atingi as 1500+ palavras, contando sempre a partir da meia-noite passada.
   Desta vez já fiz pesquisa sobre algumas doenças e já delineei melhor aspectos chave das duas personagens principais. Agora tenho de pensar em fazer a história avançar em termos de acção do enredo principal. 
   Hoje não me deparei com mais dificuldades, pois quase não escrevi, mas tenho bem presente em mente que preciso de rever o primeiro capítulo.

Algumas passagens mais recentes:

De volta ao seu quarto, ocorreu a Ingrid explorar a folha rabiscada que encontrara, com os acordes. Estava escrita numa caligrafia muito pouco perceptível – Ingrid supôs que pertencesse a um rapaz. Esticou a folha, contra-luz, em frente à sua cara. Não era uma acção com nenhum propósito específico, mas a ruiva esperava ter algum tipo de revelação. Quem era a pessoa que andava a deixar papéis no seu quarto? Porquê? Quando?
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A suave melodia de uma guitarra acústica começou a invadir os ouvidos de Ingrid. Abriu os olhos, tentando focar o cenário. A melodia continuava, com o som da chuva como música de fundo. Focou a janela embaciada e voltou a sua cabeça para o lado até que viu, sentado na sua cama, um rapaz.
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“Gosto mais de pensar no assunto como serviço comunitário. Providenciei música para acalmar os teus sonhos mais turbulentos, ajudando assim à tua recuperação. Aposto que é algum tipo de terapia famosa.” Olhava-a nos olhos, sempre sorridente. “Por acaso não encontraste nenhum dos meus rascunhos? Ando sempre a esquecer-me deles.” Passou a mão pelo cabelo escuro e desarranjado, provavelmente tentando lembrar-se de algum rascunho que perdera recentemente.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nanowrimo: Dia 1

Vamos lá começar então!
Ainda não sei se vou escrever sobre o meu progresso todos os dias ou só às vezes (porque de certeza que me vou esquecer), mas a verdade é que este mês o blog vai ser basicamente um "diário de escrita".
Começei a minha aventura assim que deu a meia-noite de dia 1 de Novembro (porque todos os meus planos de halloween ficaram fechadinhos na gaveta). Das 00h às 2h30 da manhã escrevi cerca de 1219 palavras, sendo que das 20h30 até às 22h30 escrevi até às 2,287, mais ou menos palavra.

Já nesta primeira maratona de escrita me deparei com várias dificuldades:
> A primeira parte da história lida com condições médicas sobre as quais não pesquisei previamente, vou precisar de editar esta parte no final. 
> Apercebi-me agora que deveria ter delineado, mais ou menos, os capitulos e a sua progressão, embora tenha uma ideia do rumo da história, a verdade é que decidir onde acaba um capitulo e começa outro é complicado. Mas eu odeiooo planear.
> Decidi chamar o meu protagonista Josh. E depois, basicamente, obtive o Josh Franceschi (em termos de ser um rapaz alto de cabelo escuro e olhos azuis), com alguns aspectos diferentes mesmo assim, por isso o nome será provisório, e já mudei alguns aspectos da personagem para não parecer que estou a escrever sobre o Sr. Franceschi, embora seja uma grande fã e tenha passado o dia a ouvi-lo cantar.
(Fun fact, agora tenho um poster do Josh Franceschi muito motivador, se não olhem a imagem no final do post.)
>Hoje li um tweet brilhante que dizia algo para o efeito de "todas as main characters têm de desejar algo em grande, o plot passa pelos obstáculos que ultrapassa para o alcançar" e  percebi que tinha de delinear melhor o que a minha portagonista deseja.
>>> Tudo isto faz com que o primeiro capitulo seja muito "palha" e experimental.

Mas, editar só em Dezembro.

Aqui ficam algumas passagens do texto:
 À sua volta ouvia murmúrios, vultos desfocados iam e vinham e, por muito que tentasse pedir ajuda, só conseguia sentir o sabor metálico do seu próprio sangue. Quem diria que o seu fim seria devido a uma faca de serrilha, mal amolada, propriedade de um bar de terceira categoria. 
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Escuridão total, era o que a rodeava. Estaria inconsciente, em coma, ou finalmente morta? Tentou mexer os braços, as pernas – não sentia nada, era apenas uma consciência perdida num mar de ausência de luz, respirar tornava-se mais fácil com o passar do tempo. O silêncio era ameaçador, mas cedo cedeu lugar a um bip constante que ia ganhando espaço naquela dimensão e que se tornava mais nítido a cada repetição. 
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Desta vez, uma folha inteira, jazia ao lado do copo. Esta encontrava-se mais riscada do que escrita. Ingrid identificou o que pareciam ser acordes de guitarra num dos cantos do papel – o seu pai costumava tocar guitarra quando Ingrid era uma criança, e muitas vezes viu o pai anotar acordes à frente de letras de músicas populares na sua cidade, de modo a adaptá-las. Num outro canto encontravam-se palavras soltas – parecia o rascunho de uma canção. 
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E pronto, mais não digo! Fiquem com a bela imagem que prometi:
A imgem do link mostra um Josh mais novo, ou pelo menos de cabelo arranjado e barba feita. Mas juro que são a mesma pessoa.